Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.


Academias, galerias e shoppings poderão reabrir em Florianópolis

Shoppings vão reabrir, com novos protocolos de segurança sanitária – Foto: Ian Sell/NDShoppings vão reabrir, com novos protocolos de segurança sanitária – Foto: Ian Sell/ND

Academias, shoppings e galerias comerciais de Florianópolis poderão reabrir as atividades a partir desta terça-feira (30).

Em reunião nesta segunda-feira (29) à tarde, a prefeitura e representantes dos setores empresariais definiram um novo protocolo sanitário de prevenção à Covid-19.

As novas regras incluem um programa de testagem por amostragem, que será feito em parceria com o “Floripa Sustentável”, onde a prefeitura vai fornecer os testes e a entidade os profissionais de saúde.

Além da testagem, que será feita conforme cronograma estipulado com os setores, também passa a valer a obrigatoriedade do uso de QRCode para clientes, triagem de sintomáticos com formulário específico e procedimentos de desinfecção mais rigorosos.

“Queremos ter um inquérito sorológico de cada setor, identificar profissionais contaminados assintomáticos e isolar rapidamente. Dessa forma, conseguimos manter o estabelecimento aberto com mais segurança”, explica o prefeito Gean Loureiro (DEM).

As atividades foram fechadas pelo decreto municipal 21.673 que passou a valer na quarta-feira (24) passada e estabeleceu novas restrições pelo período de 14 dias.

Nesta terça-feira, Gean vai conversar com os representantes de bares e restaurantes para definir de novas regras para o setor que permitam retorno sem limitação de horários de funcionamento.

Leia a íntegra da nota do prefeito Gean Loureiro:

“A partir desta semana teremos o retorno das atividades suspensas no dia 24, obedecendo uma nova série de regras e protocolos, além de um cronograma de execução do inquérito sorológico dos trabalhadores destas áreas. O retorno neste momento não é o ideal, seria necessário aguardar mais tempo. Mas, seguramos até onde foi possível e aceitável para garantir a obediência civil.

Estabelecimentos fechados novamente não suportam mais as contas e nem manter empregados, além de ver seus clientes indo para a cidade vizinha consumir. E, infelizmente, esse foi um efeito indesejado: as pessoas continuam frequentando bares, restaurantes, shoppings, academias, nas cidades vizinhas. Desta forma, estamos prejudicando as nossas empresas e colhendo pouco isolamento. Não faço julgamentos em relação às atitudes das cidades vizinhas, porque sei que todos os prefeitos estão lutando para achar um equilíbrio entre a saúde e a economia. Ambos são essenciais.

Também não vi, por parte do Governo do Estado, nenhum esboço sobre a necessidade de isolamento em Florianópolis, mesmo com mais de 80% de ocupação dos leitos. E já que os leitos hospitalares são de responsabilidade do Governo do Estado, e o Estado está permitindo as liberações, quero crer que ele saiba o que está fazendo. Por nossa parte, minha e de minha equipe de saúde, que está trabalhando incansavelmente, vamos seguir firmes, cuidado impecavelmente do que nos cabe: a saúde básica, a prevenção, o controle e isolamentos de infectados, o serviço de telemedicina que tem sido referência para o Brasil.

Iniciamos a disponibilidade de hotéis para quem não consegue se isolar da família em casa, estamos contratando mais auxiliares de fiscais para manter as regras cumpridas e vamos iniciar um novo serviço inteligente de monitoramento dos casos infectados para garantir que não estejam na rua contaminando outros.

Em uma semana com fechamento, ganhamos um respiro nesse crescimento do contágio, que devemos colher nos próximos dias. Mas ainda estamos longe de vencer essa guerra. Vamos trabalhar para que esse novo “pacto” com os setores, possa trazer ainda mais segurança para todos e garantir que permaneçam abertos gerando empregos e renda.”

+ Fabio Gadotti