Acompanhamento no pós-parto é suspenso em maternidade de Joinville

Unidade alega que decisão ocorreu após casos de descumprimento das medidas sanitárias

Um movimento vem ganhando as redes sociais nos últimos dias em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Chamado de #LiberaDarcyVargas, ele luta pela liberação de acompanhantes no pós-parto, que estaria sendo negado pela Maternidade Darcy Vargas.

Segundo a unidade, situação é para evitar que gestantes e recém-nascidos se contaminem com a Covid-19  – Foto: Secretaria de Saúde do Estado/Reprodução/NDSegundo a unidade, situação é para evitar que gestantes e recém-nascidos se contaminem com a Covid-19  – Foto: Secretaria de Saúde do Estado/Reprodução/ND

Segundo a página, a situação teria iniciado há cerca de uma semana. Na publicação é possível encontrar dezenas de relatos de mães que tiveram dificuldades no pós-parto.

“Bati o pé para o meu marido ficar, pois fiz cesárea, e eles não deixaram de jeito nenhum […]. São os três piores dias lá sem ninguém”, diz um dos depoimentos.

Já outra diz: “eu estava muito debilitada, fraca e tive que me virar para cuidar do meu bebê nas horas seguintes”. Isso teria ocorrido após ela ficar quase 20 horas em trabalho de parto.

No comunicado, enviado pelo hospital para as mães, a maternidade alega que a suspensão dos acompanhantes no pós-parto é devido a pandemia da Covid-19.

“A diretoria da Maternidade Darcy Vargas através deste informou a Vigilância Sanitária de Joinville que em virtude da situação da pandemia da Covid-19, decidiu restringir a permanência de acompanhantes das pacientes nos setores de internação de alojamento conjunto, justificado pelo alto risco de transmissibilidade do vírus perante a circulação deste grupo”, fala.

Restrição ocorreu após casos de negligência

Em nota a Secretaria de Estado da Saúde informou que as restrições para o acesso a acompanhantes no período de pós-parto ocorreu após “situações de negligência e omissão de informações por parte de acompanhantes, a Maternidade Darcy Vargas, de Joinville”.

No momento, segue permitido um acompanhante para atendimento no pré e durante o parto, desde que ele declare que não tem sintomas gripais ou faça parte do grupo de risco. A unidade também alega que é permitido “acompanhamento para menores de idade; casos de óbito fetal; pacientes com problemas psiquiátricos, após avaliação da equipe multiprofissional; e pacientes com necessidades especiais”.

Por fim, a maternidade diz que a ação tem como foco proteger gestantes, recém-nascidos e profissionais da saúde para que eles não se contaminem com a Covid-19, “visto que alguns acompanhantes não estão colaborando com o preenchimento do questionário e obediência às regras de proteção”.

Além disso, ela afirma que, tão logo diminua a gravidade, a Maternidade irá rever a situação.

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Saúde