Administração não cumpre prazo para manutenção do tomógrafo do Hospital Florianópolis

Diretoria do hospital espera que equipamento, que está quebrado há quase dois meses, seja consertado e volte a funcionar até esta quinta-feira (6)

A diretoria do Hospital Florianópolis, na Capital catarinense, espera que o tomógrafo da unidade volte a funcionar até esta quinta-feira (6). A manutenção do equipamento, que está há quase dois meses quebrado, estava prevista para o dia 26 de abril, mas foi adiada para esta semana.

“Esse equipamento vem apresentando alguns problemas ao longo desse período da [pandemia de] Covid-19. É um equipamento que tem mais de dez anos e já realizou mais de um milhão de ciclos”, contou o diretor-geral do Hospital Florianópolis, Walmiro Charão. Segundo ele, a placa necessária para o conserto da máquina deve chegar no início desta semana “e na quarta (5) ou quinta-feira (6) o tomógrafo deve estar funcionando”.

Administração não cumpre prazo para manutenção do tomógrafo do Hospital Florianópolis – Foto: Reprodução/Secom/NDAdministração não cumpre prazo para manutenção do tomógrafo do Hospital Florianópolis – Foto: Reprodução/Secom/ND

O equipamento é utilizado para a realização de um dos exames mais importantes no diagnóstico e acompanhamento da Covid-19, doença da qual a unidade hospitalar é referência no tratamento. Enquanto o tomógrafo não fica pronto, os pacientes que necessitam do exame são levados a outros hospitais e clínicas para realizá-lo.

“Existe um fluxo e quando há necessidade do paciente fazer esse exame, nós deslocamos ele através da regulação para um hospital da rede para que se possa fazer o exame. É necessário salientar que o paciente precisa estar estável tanto internamente, quando se desloca da UTI ou de onde ele estiver para fazer esse exame no [mesmo] local, quanto externamente”, explicou Charão.

Conforme o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), a AHFLOR (Associação de Amigos do Hospital Florianópolis) comprou uma das peças necessárias para o conserto do tomógrafo, que estava agendado para o dia 15 de março.

Segundo o diretor técnico do hospital, Luís Pires, o equipamento da unidade chegou a ser consertado, mas a assistência técnica responsável teria identificado problemas em outro componente, que precisou ser importado, durante a troca de peças.

“Depois de a gente ter recebido por uma doação da AHFLOR o tubo, num custo de R$ 300 mil, em ato contínuo [o equipamento] apresentou alguns problemas na bomba de óleo, na CPU e por último na placa”, disse o diretor-geral do hospital. De acordo com ele, o equipamento chegou a ser testado “nos últimos dias e detectaram novos problemas”.

Confira a entrevista completa.

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BG Florianópolis