Agência europeia comenta ligação entre vacina da AstraZeneca e casos de trombose

De acordo com os conhecimentos científicos atuais, no entanto, "não há provas que apoiem a restrição do uso desta vacina em nenhuma população"

Em entrevista ao jornal italiano Il Messaggero, nesta terça-feira (6), o diretor de estratégia de vacinas da Agência Europeia de Medicamentos (EMA, em inglês), Marco Cavaleri, comentou a possibilidade de “um vínculo” entre a vacina da farmacêutica AstraZeneca e os casos de trombose registrados em quem recebeu a imunização.

De acordo com os conhecimentos científicos atuais, no entanto, não há evidências que apoiem a restrição do uso da vacina em questão.

Vacina para Covid-19 – Foto: ShutterstockVacina para Covid-19 – Foto: Shutterstock

A dimensão da tal ligação ainda é incerta e depende do resultado de estudos. Dessa forma, ainda é cedo para avaliar esta relação. Cavaleri disse que não sabe por quê ou o que exatamente causa a reação mencionada. Segundo ele, o vínculo deve ser declarado nas próximas horas e o objetivo da EMA passará a ser entendê-lo.

Cavaleri explicou que a agência europeia tenta ter um quadro mais preciso sobre o que está ocorrendo. Assim, deve se pronunciar oficialmente sobre o tema. Conforme a fonte, o número de casos de trombose cerebral entre jovens teria sido superior ao esperado. Os dados, no entanto, não foram divulgados.

Mortes sem vínculo com a vacina

No Reino Unido foram registrados 3o casos e sete mortes de um total de 18,1 milhões de doses administradas até 24 de março. A diretora executiva da EMA, Emer Cooke, afirmou que “não se demonstrou um vínculo causal com a vacina”.

De acordo com os conhecimentos científicos atuais, “não há provas que apoiem a restrição do uso desta vacina em nenhuma população”.

Por precaução, vários países como Alemanhã, Canadá e França determinaram a aplicação da vacina a algumas faixas etárias.

Para a AstraZeneca os benefícios da vacina na prevenção da Covid-19 superam os riscos dos efeitos colaterais. O laboratório anglo-sueco afirmou no sábado que a “segurança do paciente” é sua “principal prioridade”.

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