João Paulo Messer

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Antigo ‘manicômio’, hoje centro de recuperação da Covid, será transformado em hospital

Em Criciúma, estrutura que funcionou por 50 anos como manicômio passa por transição para se tornar hospital público para atendimento de clínica geral

No Sul do Estado é comum as pessoas se referirem à antiga Casa de Saúde do Rio Maina em tom irônico, herança de meio século de atendimento a pessoas com problemas mentais. Agora, o local está sendo transformado em um hospital público em Criciúma.

No local em que funcionava uma casa para doentes mentais e hoje há um centro de recuperação da Covid-19 deve ser instalado mais um hospital público em Criciúma – Foto: Divulgação/NDNo local em que funcionava uma casa para doentes mentais e hoje há um centro de recuperação da Covid-19 deve ser instalado mais um hospital público em Criciúma – Foto: Divulgação/ND

Após 50 anos de funcionamento, a casa de psiquiatria foi fechada em 8 de janeiro de 2019, seguindo uma nova política de saúde adotada pelo país. Segundo ela, os doentes mentais passam a ser tratados em outros programas, sem internação nos moldes antigos, quando ficavam em quartos que pareciam celas.

De propriedade da empresa Instituto Saúde Educação e Vida, após perder recursos do sistema SUS, por conta desta mudança de política do governo federal, restou a alternativa do fechamento. A estrutura permaneceu abandonada até a eclosão da Covid-19. O governo municipal decretou o local como sendo de utilidade pública e, com apoio de empresas locais, foi reformado e transformado em um centro de recuperação da Covid-19.

Neste momento, com a diminuição dos casos da doença, o espaço está sendo transformado em um novo hospital público. Já tem inclusive nome: Hospital Santo Agostinho, em alusão à comunidade católica do bairro Rio Maina.

Não há previsão para início do funcionamento do novo hospital já que município e governo do Estado ainda não chegaram a um acordo sobre o custeio do hospital.

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