Ministros explicam medidas para combater a Covid-19

Após a saída de Nelson Teich, ministros apresentam caminhos para seguir o combate da pandemia de coronavírus no Brasil

A ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, o ministro da economia, Paulo Guedes, e o ministro-chefe da secretária de Governo, Luiz Eduardo Ramos, participam de entrevista coletiva no Palácio do Planalto, em Brasília, a partir das 17h, desta sexta-feira (15). O objetivo é explicar as ações que estão sendo tomadas para combater o novo coronavírus.

O chefe da Casa Civil, Braga Netto, que faz parte da coordenação do enfrentamento da crise, também participa.

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Vale lembrar que a pasta da saúde está sem um comandante deste a manhã da sexta-feira (15), quando o então ministro da saúde, Nelson Teich, pediu exoneração do cargo.

Antes de mostrar um vídeo com os 500 dias do governo Bolsonaro, o ministro Luiz Eduardo Ramos criticou o tom “alarmista” de destacar apenas o número de mortes. Além disso, ele afirmou que “a economia e saúde tem que andar juntas e entrelaçadas”.

Após o vídeo, a ministra Damares Alves lamentou que os 500 dias não serão celebrados com “festa” devido a atual situação. No entanto, no dia da família, a ministra informou que elaborou uma cartilha que será distribuída para evitar acidentes domésticos. Além disso, a ministra relembrou que o Brasil repatriou 21 mil pessoas de outros países.

Paulo Guedes defende tratamento da saúde e economia juntos

O ministro Paulo Guedes voltou a defender uma atenção especial entre a economia e a saúde. “Temos que imaginar que o Brasil é um passarinho, a economia é uma asa e a saúde a outra. Só vamos decolar quando as duas asas estiverem saudáveis”.

Após a sua avaliação, o ministro da economia voltou a avaliar o trabalho do governo nos 500 dias e citar medidas que a pasta da economia realizou durante o período.

Em seguida, Paulo Guedes relembrou de medidas para combater o desemprego neste momento de crise como, por exemplo, a suplementação salarial, auxílio emergencial do valor de R$ 600 e verba repassada para estados e municípios.

Paulo Guedes também criticou alguns movimentos que pedem aumento salarial neste momento de crise. Segundo ele, a “medalha vem após a guerra” e que não vai permitir que “subam em pilhas de cadáver para fazer palanque”.

“Vamos atravessar essa primeira onda saúde, nos encontrar lá do outro lado e celebrar a vida. A pandemia tem início, meio e fim”, disse Paulo Guedes.

Recuperação após a crise

Segundo o ministro da economia, a recuperação vai ser tratada em duas ondas, a da produção de empregos e de investimentos.

Conforme Paulo Guedes, o marco do saneamento básico já está elaborado e pronto para ser votado. “Se essa pandemia seguir por mais tempo, o brasileiro vai ao menos conseguir lavar as mãos com água encanada”.

Além disso, citou o do setor elétrico e da necessidade de investimento da Eletrobrás. Dessa forma, o ministro defende que o investimento nessas áreas poderá gerar mais empregos e voltar a colocar a economia “em crescimento”.

Em seguida, criticou os rentistas e voltou a defender a necessidade de colocar em prática a carteira de trabalho verde e amarela, sem os encargos trabalhistas.

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