Veja como será a vacinação em adolescentes e a aplicação da dose de reforço em SC

Tema foi deliberado nesta terça por gestores de Saúde, e estabelece os próximos passos da vacinação em Santa Catarina após aplicação da 1ª dose em adultos

Com o encerramento da campanha da primeira dose em adultos à vista, a CIB (Comissão Intergestores Bipartite) deliberou nesta terça-feira (24) os próximos passos para a imunização contra a Covid-19 em Santa Catarina. A nova divisão está prevista para entrar em vigor a partir do dia 1º de setembro, mas depende do número de doses enviado pelo Ministério da Saúde.

As vacinas que chegarão ao Estado serão divididas igualmente entre adolescentes de 12 a 17 anos e o grupo de idosos e imunossuprimidos que completaram o esquema vacinal há seis meses ou mais.

Veja como será vacinação em adolescentes e aplicação da dose de reforço em SCVacinação do grupo e decisão pelo reforço vacinal considera avanço da variante Delta – Foto: Divulgação/ND

A CIB, que reúne gestores estaduais e municipais de Saúde, definiu uma divisão 50/50 para as doses que chegarem a partir de setembro. Ou seja, metade do lote será encaminhado para imunizar o grupo dos adolescentes e a outra metade será reservada para idosos e imunossuprimidos.

Os adolescentes incluídos na campanha começarão a ser vacinados após todos os adultos com 18 anos ou mais tomarem a primeira vacina. Do montante reservado ao grupo, 90% será destinado aos adolescentes por faixa etária e sem comorbidades e 10% aos jovens que integram o grupo prioritário – com comorbidades, deficiência permanente grave, gestantes, puérperas e lactantes. A Pfizer á única vacina liberada pela Anvisa para imunizar o grupo.

A divisão está de acordo com a realidade dos jovens em Santa Catarina. Dos cerca de 555 mil adolescentes que se enquadram, 55 mil integram o grupo prioritário. As comorbidades prioritárias serão especificadas em nota técnica e entre elas estão diabetes, doenças imunossupressoras, obesidade, neurológicas, doenças hepáticas crônicas, crianças e adolescentes em hemodiálise, entre outras.

Idosos e adolescentes

A estratégia de vacinação leva em conta principalmente o risco da variante Delta, mais letal e com maior transmissibilidade comparada a cepa original, e que leva cerca de 60 a 70 dias para se instalar no território. Os idosos estão entre os mais frágeis enquanto os adolescentes são os que mais transitam e facilitam a transmissão.

Segundo Eduardo Macário, superintendente da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), a organização da dose de reforço ainda será melhor definida, pois a pasta ainda não tem a previsão de quantas doses chegarão ao Estado. “Temos cerca de 130 mil idosos que receberam as duas doses da vacina há seis meses”, afirma.

Nos próximos encontros devem ser definidas as doses de reforço para outras categorias, como os profissionais de saúde.

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