Santa Catarina chega a 2.085 casos e 46 mortes por coronavírus

Gestão estadual atualiza dados de Santa Catarina em coletiva transmitida; confira as novidades desta quarta-feira (29)

Em coletiva transmitida, o governador Carlos Moisés (PSL) confirmou 2.085 casos e 46 mortes por coronavírus em todo o estado, com taxa de letalidade de 2,2%. Os casos são distribuídos em 124 municípios, ao passo que os óbitos são distribuídos em 28.

A gestão também afirma que se reuniu com Nelson Teich, novo ministro da saúde, que confirmou habilitação de 175 novos leitos de UTI, além de um repasse de equipamentos de proteção individual, sem especificar o número.

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Os 175 leitos habilitados devem abarcar as cidades de Florianópolis, Lages, Mafra, Blumenau, Timbó, Joaçaba, Curitibanos, Concórdia, Canoinhas, Joinville, Xanxerê, Itajaí e Jaraguá do Sul.

No total, há ocupação de 13,9% dos leitos do estado, com 91 pacientes em UTI, dos quais 35 estão em hospitais privados e 56 em públicos.

Segundo o Secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino, afirmou que o Ministério da Saúde informou dificuldade na fabricação e entrega de respiradores, que deve ser agilizada e entregue com aviões da Força Aérea Brasileira.

Compra de respiradores

Quanto ao caso da compra dos respiradores, Moisés afirmou que tem conhecimento de várias compras do governo, sem citar esta específicas, e que não vai “fazer conjecturas se o governo vai receber ou não um calote”.

O governador atestou que irá utilizar as vias judiciais em caso de problemas com os prazos, mas o “plano B” seriam as compras subsequentes de respiradores, citando uma que adquiriu 100 unidades da China.

No mesmo âmbito, afirmou que as ações da Assembleia Legislativa de Santa Catarina serão analisadas, mas que não há nada que o governo estadual necessariamente tenha que acatar.

Moisés citou a sindicâncias já instauradas, e atestou que está atuando junto à Procuradoria Geral do Estado para que “cofres públicos não sejam lesados”, em ode à compra antecipada.

Outra indagação veio no sentido da comissão formada por órgãos de controle para fiscalizar os gastos médicos com a pandemia, que Moisés afirma ser uma cooperação, e que o grupo “não tem poder decisório”.

Ônibus, salários e testes rápidos

Questionado sobre o decreto que suspende o transporte público, Moisés falou que não há previsão de retorno, e que irá prorrogar a suspensão.

Também manifestou apoio às medidas que propõem o congelamento do salário de servidores públicos durante um ano e meio.

Sobre os testes rápidos de farmácia, Zeferino atestou que ainda não há previsão de regulamentação, uma vez que há intenção de primar por testes que, de fato, funcionem, como modo de não “onerar a população com testes ineficazes”.

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Saúde

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