Santa Catarina tem 1.476 casos confirmados e 44 mortes por coronavírus

Dados do Ministério da Saúde apontam estado como 6º em taxa de letalidade (3,2% ), junto com Bahia e Espírito Santo

Na última atualização dos dados epidemiológicos do governo estadual, nesta segunda (27), Santa Catarina figura com 1.476 casos e 44 óbitos em virtude da pandemia de coronavírus. O Ministério da Saúde, em sua última atualização, aponta Santa Catarina como o 11º estado em número de casos confirmados. No país inteiro, somam-se 66.501 casos e 4.543 óbitos, com 6,8% de taxa de letalidade.

Confira a coletiva da Carlos Moisés:

O convívio social, que aumentou desde as liberações de shoppings, academias e afins, pode ser em virtude de uma “falsa sensação de normalidade”, segundo o Secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino. “Pode parecer para alguns um momento que é positivo, um momento que as pessoas podem afrouxar um pouco os regramentos que foram estabelecidos, porque nós não conseguimos materializar o momento de demanda da rede de saúde. Nós temos uma oportunidade, agora, este é o instante, de manter as nossas ações, antedermos aquelas prerrogativas do governo do estado”, pontuou o secretário.

O governador Carlos Moisés (PSL) anunciou 72 novos leitos habilitados pelo Ministério da Saúde. Ou seja, não foram criados novos leitos, mas sim disponibilizados. Destes, são 28 em Florianópolis (10 no HU, 10 no Hospital de Florianópolis, e 8 no Hospital Governador Celso Ramos),10 em Chapecó, no Hospital Regional do Oeste, 15 em Criciúma, no Hospital Regional São José, 9 em Lages, no Hospital Tereza Ramos e 10 em Tubarão, no Hospital Nossa Senhora da Conceição.

No total de leitos de UTI do estado, que são 1108, 106 estão ocupados com pacientes, dos quais 67 são da rede pública. Segundo o governador, a estimativa é de que o estado gaste em torno de R$ 1.600,00 por dia para custear cada leito de UTI.

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Em conjunto na coletiva transmitida, o presidente do Colegiado Superior de Segurança Pública, Paulo Norberto Koerich, relatou as informações acerca do monitoramento do isolamento e das fiscalizações, cuja primeira é feita em parceria com a empresa In Loco, por meio de mapeamento de mais de 1,5 milhão de smartphones no território catarinense.

Na última atualização, no dia 25, Santa Catarina demonstra adesão de 47,8% ao distanciamento social, próximo da média nacional, que fica na casa dos 50%. A PMSC (Polícia Militar de Santa Catarina), reportou 8786 fiscalizações, das quais 3.187 foram em atividades essenciais, 2.446 em comércio de rua, 750 em restaurantes e bares, seguindo adiante. Também foram reportadas 205 irregularidades, das quais 204 foram autuações e 1 resultou em interdição.

O mapeamento é feito de forma anônima, sem angariar demais dados de cada usuário. “O estado não quer saber onde você anda, com quem você está e em que lugar você está, nos só temos um índice das pessoas que estão fora de de casa”, afirmou o governador Carlos Moisés.

Contudo, as vigilâncias epidemiológicas locais também tem atuado na mesma frente, com 3669 estabelecimentos fiscalizados desde 12 de março até esta segunda (27). Segundo Zeferino, essa atuação das vigilâncias municipais e estadual atenderam 579 denúncias, 68 autos de intimação lavrados e 176 autos de infração emitidos.

Outro índice que foi ressaltado na transmissão foi o de incêndios. Segundo o Corpo de Bombeiros, foram 1042 incêndios florestais em todo o estado nos últimos 30 dias. Após o relato, o governador chamou a atenção para que os cidadãos evitem jogar bitucas de cigarro e outros pequenos hábitos, tal como realização de queimadas, fatores que somam-se à ação humana e a baixa nas chuvas, agravantes que contribuem para a alta nos incêndios.

Dívidas com a União

Ao ser indagado sobre a audiência que precedeu a coletiva transmitida com o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o governador Carlos Moisés afirmou que, de fato, participou da mesma, que tratava sobre a dívida dos estados para com o Governo Federal.

O STF decidiu que as dívidas serão suspensas por seis meses, ao passo que os governos estaduais estão pleiteando suspensão até o fim do ano e, simultaneamente, que os valores que deixam de ser recolhidos neste período não sejam necessariamente relacionados à uma pasta ou setor específico pois, segundo Moisés, o período exige alta de gastos em diversas frentes, como por exemplo, o policiamento ostensivo.

“Não estamos pedindo um perdão de dívida (…) o que nós pedimos foi uma suspensão, os estados se comprometem a pagar a dívida”, observou Moisés. O governador também citou que outra reivindicação no âmbito é a inserção de bancos públicos no tópico, tal qual bancos internacionais.

Moisés saiu da audiência enquanto a mesma transcorria, para ir à coletiva em questão, e afirmou que ainda não tem conhecimento do resultado final, mas confirmou que foi uma audiência inicial, “para cada um colocar suas ideias na mesa”.

Brasil e Mundo

Esta segunda (27) se aproxima do pico de novos casos por dia no Brasil, que ocorreu no dia 25, com 5514, que foi sucedido por uma baixa no dia 26, com 3379, e agora volta a crescer, com 4613 casos confirmados neste dia 27.

A região sul possui somente 5,6% dos casos do país, ao passo que o sudeste registra praticamente metade dos mesmos (49,7%), com foco em São Paulo, com 21.696 casos confirmados.

No painel da John Hopkins University, o país segue como o 11º em número de casos, ficando atrás da China, com 83.912 e da Rússia, com 87.147. Quem encabeça o número de infectados ainda são os EUA, com 980.000 casos, número muito superior aos 229 mil casos da Espanha, ou os 199 mil da Itália, que seguem logo atrás.

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