Aplicação de vacinas contra gripe e Covid-19 não pode ser no mesmo dia

Ministério da Saúde indica distância de 14 dias entre as doses; campanha de vacinação contra a gripe inicia em 12 de abril e vai até 9 de julho

Com a chegada do outono e também do mês de abril costumam aparecer também as doenças respiratórias bastante comuns nessa época do ano e a vacinação contra a gripe.

De acordo com o Ministério da Saúde, a campanha de vacinação nacional contra a gripe inicia em 12 de abril e vai até 9 de julho.

Ministério da Saúde recomenda que quem estiver apto a receber a  proteção contra o novo coronavírus deve receber o imunizante antes e depois o da gripe respeitando o prazo – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação/NDMinistério da Saúde recomenda que quem estiver apto a receber a  proteção contra o novo coronavírus deve receber o imunizante antes e depois o da gripe respeitando o prazo – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação/ND

A campanha de vacinação contra a gripe ocorrerá simultaneamente à da vacinação contra a Covid-19, mas o ministério não recomenda a aplicação dos dois imunizantes no mesmo dia. A indicação é que haja uma distância de 14 dias entre eles. Quem estiver apto a receber a proteção contra o novo coronavírus deve primeiro receber o imunizante contra Covid e depois o da gripe.

O infectologista León Capavilla, do Hospital Moriah, ressalta a necessidade de receber as vacinas com distanciamento. “Quem é prioridade para receber a vacina da influenza tem de ir tomá-la, mesmo quem tomou da covid. Porque uma doença não tem relação com a outra. Os dois imunizantes são importantes. Mas, tem de respeitar o distanciamento entre as duas vacinas”, afirma.

Serão distribuídas 80 milhões de doses entre os municípios e o PNI (Programa Nacional de Imunização) dividiu a aplicação em três etapas.

O primeiro grupo tem cerca de 25,2 milhões de pessoas e é formado por crianças, com idade de 6 meses a 6 anos, gestantes, mulheres que acabaram de ter filhos, povos indígenas e trabalhadores da saúde. Os postos aplicarão as doses de 12 de abril a 10 de maio.

De acordo com a epidemiologista Carla Domingues, a vacinação desse primeiro grupo é fundamental, porque são as pessoas com mais chances de serem infectadas. “Nossa preocupação está entre gestantes e crianças, que há três anos não atingem a meta de 90% de vacinados, ou seja a cada 100 pessoas, 90 devem estar vacinadas. Mas é um grupo muito vulnerável, com risco muito grande complicação. Mesmo com a pandemia da covid, não podemos relaxar”, alerta a especialista.

De 11 de maio até 8 de junho, será a vez dos idosos e dos professores, que são mais de 32 milhões de pessoas.

No último mês, de 9 de junho a 9 de julho, serão vacinados 21,9 milhões de outras prioridades: pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, com deficiência permanente, forças de segurança e salvamento, Forças Armadas, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas e população privadas de liberdade.

Mesmo com o aumento de casos de covid e a necessidade de diminuir a circulação das pessoas, o Ministério manteve a campanha contra a gripe devido a importância da proteção dos grupos mais vulneráveis às complicações e óbitos por causa da doença.

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