Após atrasos, primeiro lote de respiradores tem nova data para chegar a Santa Catarina

Empresa fornecedora dos equipamentos informou que a carga embarcou 10h desta segunda-feira no aeroporto de Guangzhou, na China, com destino ao Brasil

O primeiro lote de 50 dos 200 respiradores artificiais comprados pelo governo de Santa Catarina por R$ 33 milhões tem nova data para chegar ao Brasil. Segundo a Veigamed – empresa fornecedora contratada pelo governo do Estado – os equipamentos embarcaram às 10h desta segunda-feira (11) no aeroporto de Guangzhou.

Respiradores são do modelo Dräger Savina 300 – Foto: DivulgaçãoRespiradores são do modelo Dräger Savina 300 – Foto: Divulgação

A previsão de chegada ao país é até meio-dia desta terça-feira (12). Após o pouso, segundo a empresa, o prazo para a entrega da carga ao governo de Santa Catarina é de até 24 horas. Ao tempo, soma-se o desembarque, inspeção e desembaraço, além de transporte em caminhão-cofre com escolta armada até o depósito designado pelo governo.

A primeira previsão de embarque dos respiradores era na última sexta-feira (8) com previsão de chegada no sábado (9). No dia em que os respiradores chegariam em solo brasileiro, o novo secretário de Saúde André Motta Ribeiro disse em coletiva de imprensa que a data ainda era incerta.

“A última informação, que parece que é a mais segura é de que nos próximos três ou quatro dias devemos ter algum movimento de entrega de quantitativo de equipamentos”, disse no sábado.

Os equipamentos estavam em Guangzhou desde o último dia 27 de abril. De acordo com informações da assessoria da empresa, a liberação da primeira carga pelas autoridades alfandegárias foi atrasada pela pandemia de Covid-19, que “trouxe uma série de adversidades ao comércio internacional, de modo geral”.

Polêmica em torno de contrato

O contrato firmado entre o governo do Estado e a Veigamed, cujo pagamento foi antecipado, gerou suspeita de irregularidade. Denúncia feita pelo site The Intercept provocou uma avalanche no governo.

O então secretário de Saúde, Helton Zeferino, e da Casa Civil, Douglas Borba, pediram exoneração, o Ministério Público instaurou inquérito e a Assembleia Legislativa instaurou CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito).

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Saúde

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