Após erro, Covidômetro atualiza dados sobre Covid-19 em Florianópolis

Plataforma da secretaria de saúde chegou a informar 1 mil casos a mais dos que os dados reais sobre a doença na Capital

Após um erro no Covidômetro apontar 1 mil casos a mais de Covid-19 em Florianópolis, a plataforma foi atualizada. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde da Capital, a falha tinha acontecido porque os pacientes curados ainda constavam como ativos na base de dados.

Após erro, Covidômetro atualiza dados sobre Covid-19 em Florianópolis – Foto: Anderson Coelho/ND

No dia 7 de setembro, a plataforma chegou a informar que 2.269 pessoas estavam infectadas, quando o número real, de acordo com a secretaria, era de 800 casos ativos.

Já na tarde desta quarta-feira (16), a plataforma voltou a informar o número de casos ativos da doença. Segundo os dados, 132 pessoas são consideradas “infectantes”, pois tiveram o diagnóstico confirmado a menos de dez dias e estão em fase de transmissão.

Segundo o Covidômetro, 11.907 casos foram confirmados em Florianópolis e 34.016 considerados suspeitos. Há 18 pacientes, moradores da Capital, internados na UTI por Covid-19 e a taxa de ocupação de leitos é de 61.54%.

Estimativa aponta 17 mil casos

Outra plataforma da Secretaria Municipal de Saúde que traz dados sobre a Covid-19 é a Sala de Situação da GVS (Gerência de Vigilância Epidemiológica de Florianópolis). A base de dados também sofreu alterações e agora informa os casos estimados de infectantes e recuperados.

Diferente do número confirmado de infectantes — 132 pessoas —, o número estimado é de 1.867 casos. Já em relação aos recuperados, que são 11.618 registrados, a contagem passaria a 15.655.

Plataforma apresenta casos estimados de infectantes e recuperados – Foto: Reprodução/PMF

De acordo com a estimativa, o número total de casos em Florianópolis seria de 17.522. Um aumento de 47% em relação ao dado oficial que contabiliza 11.907 casos.

A reportagem questionou a prefeitura sobre a estimativa e no que ela se baseia. Segundo a secretaria, a diferença acontece porque são considerados casos identificados de pessoas que tiveram diagnóstico feito com testes.

Já os casos estimados são o quanto acredita-se ser o número mais real quando se elimina limitações de tempo entre o surgimento de um caso e sua detecção por exame. A explicação foi feita por meio da assessoria de imprensa.

+

Saúde