Após queixa de corridas negadas com criança ferida, taxistas justificam caso na Prefeitura

Irving e Laura acusam motorista de não levarem com o filho de dois anos, que estava precisando de atendimento médico porque inicialmente utilizaram o serviço de Uber

Os taxistas Anderson e Maicon, denunciados por Irving Correa e Laura Obst por terem negado fazer uma corrida porque eles teriam utilizado Uber, foram ouvidos em processo administrativo na Prefeitura Municipal de Florianópolis e contaram que não atenderam ao pedido do casal, por conta de briga entre eles. Segundo os motoristas, as discussões poderiam se estender dentro do táxi colocando em risco a vida deles e dos próprios passageiros.

Inicialmente, o casal havia levado o filho de dois anos no Hospital Florianópolis. O menino havia sofrido um acidente doméstico e necessitava de cuidados médicos. Lá, foram informados de que não havia médico de plantão. Então decidiram ir para outro hospital, mas não conseguiram sinal de internet. Por isso, resolveram contratar um táxi convencional.

No depoimento ao secretário de Transporte e Mobilidade Urbana de Florianópolis, Marcelo Silva, os dois taxistas acrescentaram que não viram o menino com o casal.  Eles foram ouvidos em horários diferentes na presença de advogados. No início dos depoimentos, o secretário deixou claro que testemunho falso gera procedimento criminal.

Imagens para esclarecer o caso

Como ocorreu uma diferença entre os depoimentos dos taxistas e do casal, o secretário Marcelo Silva está solicitando à direção do hospital imagens das câmeras de vigilância. “O fato ocorreu à noite, mas vamos requisitar as imagens para nos certificarmos se a criança estava ou não com os pais”.

Ele adiantou que vai designar três membros da prefeitura para analisar os processos administrativos. As sanções podem ir desde multa até suspensão ou revogação da permissão de usar o táxi e cassação da licença.

 “A prefeitura não permitirá que esse tipo de agressão e não atendimento persista. Para quem quer ser a capital turística do Mercosul é inadmissível um serviço acontecer desta forma. Está na hora de fazermos um curso de reciclagem com os motoristas, pois o último foi em 2012”, explicou.

O fato ocorreu na última quinta-feira, mas Laura ainda continua recebendo ameaças pelas redes sociais de um usuário desconhecido. No início da semana, ela foi à 3ª DP (Capoeiras) e registrou um Boletim de Ocorrência.

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