Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.


Auditoria confere condições de escolas municipais para aulas presenciais

Apuração do Tribunal de Contas do Estado será feita nas unidades da Grande Florianópolis

O Tribunal de Contas do Estado está iniciando, em caráter de urgência, uma auditoria operacional para avaliar as estruturas e condições das escolas municipais da Grande Florianópolis para a realização de aulas presenciais durante a pandemia de Covid-19.

Objetivo da auditoria é verificar como as escolas municipais da região estão preparadas para receber os alunos durante a pandemia da Covid-19 e garantir segurança sanitária – Foto: Flávio Tin/Arquivo/NDObjetivo da auditoria é verificar como as escolas municipais da região estão preparadas para receber os alunos durante a pandemia da Covid-19 e garantir segurança sanitária – Foto: Flávio Tin/Arquivo/ND

O pedido de investigação foi feito pela Diretoria de Atividades Especiais  e partiu da análise de informações prestadas pelas prefeituras da região sobre o decreto de 15 de março, assinado em conjunto, que suspendeu as aulas presenciais por conta do agravamento do quadro sanitário.

No relatório que embasa o pedido de auditoria, a Diretoria de Atividades Especiais fez um alerta para que os gestores municipais, quando deliberarem sobre restrição de aulas presenciais, “precedam de decisão administrativa da autoridade competente que indique a extensão, os motivos e os critérios técnicos e científicos que embasaram as medidas impostas”.

Além disso, a DAE destacou a importância do monitoramento dos dados de contágio de Covid-19 nas escolas, possibilitando a criação de indicadores e de critérios que subsidiem as decisões.

O TCE/SC considerou também dados do CRM (Conselho Regional de Medicina de SC). De acordo com a entidade, a suspensão das aulas presenciais pode causar danos às crianças e adolescentes: o estresse e o déficit de relacionamento com outras crianças contribuem para o aumento de ansiedade, de depressão, de agressividade, de medo, de tristeza, de tentativas de suicídio, de distúrbios alimentares e de violência doméstica, entre outros.

“As crianças talvez sejam as que mais sofrem nesse momento pandêmico. Estão vivendo em um mundo virtual para o qual não foram preparadas. Por isso, a manutenção das aulas presenciais com todos os protocolos sanitários será fundamental para que elas possam ter um pouco de normalidade”, afirma o conselheiro Dado Cherem, que está à frente dos processos relacionados à pandemia no tribunal.

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