Avanço da vacinação em SC derruba mortes de grupos prioritários; veja números

Nos últimos três meses, ocorreu um deslocamento etário das mortes em decorrência da doença, especialmente na faixa entre 30 e 59 anos

O número de casos e mortes por Covid-19 de idosos acima de 80 anos caiu em Santa Catarina, a partir de abril de 2021. Os dados são do último boletim do Necat (Núcleo de Estudos de Economia Catarinense), vinculado à UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), divulgado nesta segunda-feira (7).

SC registra queda de mortes por Covid-19 em idosos acima de 80 anos – Foto: Prefeitura de Balneário Camboriú/DivulgaçãoSC registra queda de mortes por Covid-19 em idosos acima de 80 anos – Foto: Prefeitura de Balneário Camboriú/Divulgação

Uma redução ainda mais expressiva de pessoas contaminadas na faixa dos 70 anos foi verificada a partir de maio. Segundo o texto, “é possível acreditar essas quedas no contágio de idosos aos efeitos do processo de imunização em curso”.

No total de óbitos registrados no Estado, as mortes de idosos de 70 a 79 anos diminuíram em 1,5% de dezembro de 2020 a maio deste ano. Já a faixa de 80 a 89 anos reduziu em 5% no mesmo período, passando de 21,2% para 16,2% das mortes pela doença.

A faixa etária de 80 a 89 anos reduziu em 5% o número de mortes, passando de 21,2% para 16,2% – Foto: Necat/UFSCA faixa etária de 80 a 89 anos reduziu em 5% o número de mortes, passando de 21,2% para 16,2% – Foto: Necat/UFSC

Os dados do Vacinômetro do governo estadual apontam que 88,95% dos idosos de 75 a 79 anos completaram a imunização com a segunda dose. Esse percentual chega a mais de 90% na faixa entre 70 a 74 anos.

Entre pessoas de 85 a 89 anos, 78,5% tomaram a segunda dose. Já na faixa de 80 a 84 anos, 85,9% completaram a vacinação contra a Covid-19.

A última atualização da plataforma realizada na manhã desta terça-feira (8), mostra que 2.603.474 doses de vacina contra a Covid-19 já foram aplicadas no Estado.

Do total, 1.849.783 correspondem a primeira dose, o que representa 25,51% da população, e 753.691 foram aplicadas como segunda dose. Assim, apenas 10,39% dos catarinenses completaram imunização.

Mortes se intensificam em adultos entre 30 a 59 anos

Segundo os dados levantados, nos últimos três meses deste ano, ocorreu um deslocamento etário das mortes, especialmente na faixa entre 30 e 59 anos.

Nos últimos três meses deste ano, ocorreu um deslocamento etário das mortes, especialmente na faixa entre 30 e 59 anos – Foto: Necat UFSC/Divulgação/NDNos últimos três meses deste ano, ocorreu um deslocamento etário das mortes, especialmente na faixa entre 30 e 59 anos – Foto: Necat UFSC/Divulgação/ND

Entre adultos de 20 a 29 anos também aconteceu uma aceleração do número de mortes, porém em magnitude muito inferior. A partir de março, as taxas de mortes dos idosos de 80 anos ou mais regrediram, indicando possíveis efeitos da vacinação.

Apesar da queda de casos ativos, doença avança no Estado

De acordo com o boletim do Necat, o número oficial de casos saltou de 963.699, no dia 28 de maio, para 980.125 na última sexta (4). Em apenas sete dias, 16.520 pessoas foram contaminadas, o que representa um aumento de 1,5%. No mesmo período, 386 mortes foram registradas.

Mesmo assim, o Estado registrou queda de 1.138 nos casos ativos da Covid-19, conforme boletim divulgado pelo Governo do Estado nesta segunda. Por outro lado, houve o acréscimo de 58 mortes a mais em relação ao boletim divulgado no último domingo (6).

Santa Catarina está na 6ª posição no ranking nacional com os maiores registros de casos confirmados, segundo o Necat.

Em 2021, houve um aumento expressivo da velocidade de contágio da população. Desde a segunda metade de maio, por exemplo, a cada dez dias ocorriam 30 mil registros oficiais da doença.

Segundo a análise, o surto de contágio atual, que está em curso desde novembro de 2020, mostra-se ainda mais letal quando comparado ao primeiro surto da doença, nos meses de julho e agosto de 2020.

Nos primeiros cinco meses de 2021, foram notificados 475.661 casos de Covid-19, o que corresponde a 49% do total, considerando desde o início da crise sanitária até o fim de maio.

“Pode-se afirmar que esses níveis expressivos de contaminação da população, especialmente no ano de 2021, indicam que os mecanismos de controle da doença adotados até o momento foram pouco eficientes para achatar a curva de contágio e, consequentemente, evitar o número expressivo de óbitos”, destaca o texto.

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