Das ruas de Palhoça para o universo de Miami

Siluandra Scheffer nasceu em uma família humilde que se mudou para Palhoça quando ela era um bebê; autora do Diário de uma ex-gordinha que já virou um best-seller

Uma história de superação que nasceu em Palhoça e transcendeu ao mundo. Siluandra Scheffer, Silu, como prefere ser chamada, nasceu em uma família humilde que se mudou para Ponte do Imaruim quando ela ainda era um bebê. Apesar das dificuldades que enfrentava por não ter condições financeiras, sua base familiar ensinou que o mundo era igual, não existia diferença entre as pessoas.

Crescer não foi fácil, principalmente quando se chocou com a realidade e precisou enfrentar os preconceitos que a sociedade emanava em relação à estética e ao peso do outro.

No dia em que sofreu bullying e humilhação no seu emprego por estar acima do peso, entendeu que estava na hora de criar forças e mudar. É assim que inicia a sua história de superação: perguntou a si mesma o que era preciso para evoluir e foi atrás das respostas.

Por não ter dinheiro para investir no seu emagrecimento, ela se agarrou na sua determinação e em seus objetivos e iniciou ali uma caminhada. “Eu andava pelas ruas de Palhoça e me sentia de outro planeta, mas algo dentro de mim sempre dizia: segue e então eu segui”.

Longe de ter um perfil para concorrer a Miss, por falta de altura (1,60) e sobra de peso (80 kg), ela ainda assim se imaginava nas passarelas recebendo a faixa de Miss. Enquanto sonhava, assistia aos concursos que passavam na televisão e prestava atenção em cada detalhe. “Eu recebi muitos nãos em concursos, mas cada vez que alguém me dizia ‘não’, eu emagrecia mais e pensava: eu serei vitoriosa”. De tanto insistir e focar nos seus objetivos, aquela jovem que era anônima no município ganhou o concurso de Miss Palhoça, em 2000 pela primeira vez. Em 2004 foi campeã novamente no município e Miss Indaial.

Perder 30 kg foi só o início das superações que ela precisaria enfrentar na vida. Com 23 anos se mudou para o Rio de Janeiro atrás de novos objetivos, casou-se e escreveu o livro “Diário de uma Ex-gordinha”, que virou best-seller, foi traduzido para o espanhol e hoje está em processo para se tornar um filme. Uns anos depois, o casamento terminou e com apenas 20 dólares no bolso ela embarcou para Miami para recomeçar a vida. Mais uma vez Silu se reergueu, enfrentou outra batalha contra o câncer e hoje, aos 42 anos e muito bem sucedida, presta consultorias para emagrecimento e dá palestras.

Vinte anos depois do primeiro passo para a mudança, Silu afirma que as respostas estão dentro de cada um e é preciso olhar para si, pois o outro só poderá lhe machucar se você permitir. “É preciso fortalecer a autoestima e sair da síndrome do vitimismo. Se você quer, você consegue”.

Sil, como prefere ser chamada, na condição de Miss Palhoça – Foto: Arquivo pessoal/divulgação/ND
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Sil, como prefere ser chamada, na condição de Miss Palhoça – Foto: Arquivo pessoal/divulgação/ND

Com 23 anos se mudou para o Rio de Janeiro atrás de novos objetivos, casou-se e escreveu o livro “Diário de uma Ex-gordinha” – Foto: Zak Roberts/divulgação/ND
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Com 23 anos se mudou para o Rio de Janeiro atrás de novos objetivos, casou-se e escreveu o livro “Diário de uma Ex-gordinha” – Foto: Zak Roberts/divulgação/ND

Sil, como prefere ser chamada – Foto: Zak Roberts/divulgação
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Sil, como prefere ser chamada – Foto: Zak Roberts/divulgação

Sil, como prefere ser chamada; sucesso com DNA de Palhoça – Foto: Zak Roberts/divulgação/ND
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Sil, como prefere ser chamada; sucesso com DNA de Palhoça – Foto: Zak Roberts/divulgação/ND

Livro virou um best-seller e já foi traduzido para o espanhol. Suesso com DNA de Palhoça – Foto: Divulgação/ND
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Livro virou um best-seller e já foi traduzido para o espanhol. Suesso com DNA de Palhoça – Foto: Divulgação/ND

Siluandra Scheffer, Silu, como prefere ser chamada, nasceu em uma família humilde que se mudou para Ponte do Imaruim quando ela ainda era um bebê. – Foto: Zak Roberts/divulgação/ND
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Siluandra Scheffer, Silu, como prefere ser chamada, nasceu em uma família humilde que se mudou para Ponte do Imaruim quando ela ainda era um bebê. – Foto: Zak Roberts/divulgação/ND

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