Em tempos de reflexão, editora lança livro sobre a diversidade da fé Cristã

Livro “Cristianismos e judaísmos antigos: interações culturais na Bacia Mediterrânica” aborda a diversidade do movimento Cristão

De acordo com o censo de 2010, das 25 maiores grupos religiosos existentes no Brasil, 19 são de base cristã. Entre os principais estão católicos, batistas, assembleianos e presbiterianos. Isso demonstra o impacto do pensamento cristão na sociedade brasileira. Mas também a diversidade de denominações que têm como fio condutor de seus adeptos a figura de Jesus de Nazaré.

Mas esse movimento sempre foi heterogêneo ou a ele se deu a partir de algum episódio? A julgar pelas informações do livro “Cristianismos e judaísmos antigos: interações culturais na Bacia Mediterrânica” organizado pelos historiadores Juliana Cavalcanti e Felinto Neto, ambos pesquisadores da UFRJ, o Cristianismo desde as suas origens foi um movimento pluralizado. E antes mesmo de se tornar uma religião fazia parte de um dos vários seguimentos do Judaísmos.

Livro aborda a experiência Cristã no decorrer do tempo – Foto: ReproduçãoLivro aborda a experiência Cristã no decorrer do tempo – Foto: Reprodução

Diante dessas e outras que outras questões, chega ao mercado o livro que aborda o avanço do movimento fundamentalista cristão no Brasil. Trata-se de um mergulho no universo cristão, mostrando a sua diversidade.

A chave para a compreensão da diversidade tanto do Judaísmo quanto o Cristianismo é a busca pelo cotidiano nos textos, que estão dentro e fora da Bíblia, e na Arqueologia. Para os organizadores a diversidade desses grupos religiosos está ligado à migração de adeptos que levavam suas experiências de fé para diferentes partes.

Em cada lugar que o judaísmo ou o cristianismo chegava ele se adaptava ao ambiente e contexto histórico, econômico e social. Assim, teríamos vários cristianismos, ainda que todos os seguidores de reconheçam como cristãos. Isso fica muito claro ao longo dos dez capítulos em que os trezes autores demonstram que expressões como o bom pastor foram utilizadas tanto em ambiente cristão como politeístas, quem seria o bom pastor no caso, iria depender de qual divindade o adepto estava vinculado. 

Quem se interessar mais pelo assunto pode procurar direto no site da editora Kliné, que lançou a obra. Fé e religião são temas que vêm ganhando muita força nesses dias de incertezas e inseguranças. Fruto da pandemia da Covid-19.

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