Biomarcadores identificados em pesquisa da UFSC podem denunciar problemas cardiovasculares

Trabalho da nutricionista e doutoranda Angelica Scherlowski Fassula detectou novos aspectos e formas de combate à inflamações crônicas de baixa intensidade

Uma pesquisa realizada na UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) identificou biomarcadores que podem denunciar problemas cardiovasculares. Através do trabalho da nutricionista e doutoranda Angelica Scherlowski Fassula, foi possível detectar novos aspectos e formas de combate à inflamações crônicas de baixa intensidade, que podem acarretar em risco cardiovascular.

Pesquisa foi desenvolvida na UFSC, em 2021 – Foto: José Somensi Fotografia/NDPesquisa foi desenvolvida na UFSC, em 2021 – Foto: José Somensi Fotografia/ND

Além do risco cardiovascular, também estão associados às inflamações crônicas de baixa intensidade, com modulações diferentes, o câncer, as doenças crônicas não transmissíveis, as alterações neurológicas como o Alzheimer e a obesidade.

“Inflamação crônica e de baixa intensidade não é detectável pelos exames normais que identificam o processo inflamatório”, explica Angelica. Por isso, a importância da identificação dos biomarcadores que indicam a presença desse tipo de inflamação.

Com o padrão alimentar associado ao risco cardiovascular identificado, Angelica acredita que será possível agir de maneira preventiva individualmente, incorporando uma alimentação anti-inflamatória.

A pesquisa e suas considerações

Utilizando dados coletados da população adulta de Florianópolis, foram identificados quais biomarcadores que, trabalhando de forma conjunta, compõem um escore denominado Inflacardio pelo grupo de pesquisa.

Estes biomarcadores puderam identificar a presença de inflamações crônicas de baixa intensidade com maior precisão, quando comparados aos exames realizados atualmente. Na segunda etapa da pesquisa, serão revelados quais padrões alimentares desencadeiam essas inflamações.

O trabalho agrupou dados da população adulta da Capital, variando idades entre 23 e 65 anos, com base em informações do EpiFloripa, um estudo desenvolvido por pesquisadores da UFSC desde 2009, que avalia condições de vida e saúde da população adulta e idosa de Florianópolis.

Nomeada ‘Desenvolvimento e Validação interna do padrão inflamatório associado com risco cardiovascular – Inflacardio’, a pesquisa orientada pela professora Yara Maria Franco Moreno faturou o segundo lugar no XVII Congresso latino-americano de terapia nutricional, nutrição clínica e metabolismo.

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