Bolsonaro afirma que mundo não aguentará novo lockdown

Nova variante da Covid-19, identificada na África do Sul, já preocupa especialista de vários países; no Brasil, não há casos confirmados

Nesta sexta-feira (26) o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil e o mundo não aguentarão um novo lockdown, que seria causado pela chegada da nova variante da Covid-19 identificada na África do Sul. A declaração foi feita nesta tarde, durante as comemorações do 76° Aniversário da Brigada de Infantaria Paraquedista, no Rio de Janeiro.

Bolsonaro falou sobre a nova variante da Covid-19, batizada de Ômicron –  Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil/Divulgação/NDBolsonaro falou sobre a nova variante da Covid-19, batizada de Ômicron –  Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil/Divulgação/ND

“Tudo pode acontecer. Uma nova variante, um novo vírus. Temos que nos preparar. O Brasil, o mundo, não aguenta um novo lockdown. Vai condenar todo mundo à miséria e a miséria leva à morte também. Não adianta se apavorar. Encarar a realidade. O lockdown não foi uma medida apropriada. Em consequência da política do ‘fique em casa e a economia a gente vê depois’, a gente está vendo agora. Problemas estamos tendo”, disse Bolsonaro.

Sobre a possibilidade de fechar fronteiras, o presidente disse que não tomará nenhuma medida irracional. Também afirmou que não tem ingerência sobre a realização de festas de carnaval, que estão sob controle estadual e municipal de governo.

“Eu vou tomar medidas racionais. Carnaval, por exemplo, eu não vou pro carnaval. A decisão cabe a governadores e prefeitos. Eu não tenho comando no combate à pandemia. A decisão foi dada, pelo STF, a governadores e prefeitos. Eu fiz a minha parte no ano passado e continuo fazendo. Recursos, material, pessoal, questões emergenciais, como oxigênio lá em Manaus”, disse.

Segundo ele, o Brasil é um dos países que melhor está saindo na economia na questão da pandemia.

“Nós fizemos a nossa parte. Se o meu governo não tiver alternativas, todo mundo vai sofrer, sem exceção. Não vai ter rico, pobre, classe social. Temos certeza que dá para resolver esses problemas. Eleições são em outubro do ano que vem. Até lá, é arregaçar as mangas, trabalhar. Tem 210 milhões de pessoas no Brasil que, em grande parte, dependem das políticas adotadas pelo governo”, ressaltou.

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