Brasil chega a 47.748 mortes e 978.142 casos confirmados da Covid-19

Além disso, 448.292 casos estão em observação; assim como 482.102 pacientes recuperaram e 2.982 mortes estão em investigação

O Brasil teve 1.238 novas mortes causadas pela Covid-19 nas últimas 24h, de acordo com atualização do Ministério da Saúde divulgada nesta quinta-feira (18). Com a nova atualização, o país chega em 47.748 mortes por conta do novo coronavírus. Os dados foram atualizados durante uma entrevista coletiva.

Conforme a atualização desta quinta-feira (18), 47.748 pessoas morreram por causa do coronavírus- Foto: DivulgaçãoConforme a atualização desta quinta-feira (18), 47.748 pessoas morreram por causa do coronavírus- Foto: Divulgação

Além disso, o balanço da pasta contabilizou também 22.765 novos casos da doença. Dessa forma, totalizando 978.142 casos confirmados desde o primeiro caso.

A atualização diária traz um aumento de 2,6% no número de mortes em relação ao divulgado na última quarta-feira  (17), quando o total estava em 46.510.

Já o acréscimo de casos confirmados marcou uma variação de 2,3% sobre o número de quarta-feira (17), quando os dados do Ministério da Saúde registravam 955.377.

Além disso, 448.292 casos estão em observação. Assim como 482.102 pacientes recuperaram e 2.982 mortes estão em investigação.

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A taxa de letalidade (número de mortes pelo total de casos) ficou em 4,9%. A mortalidade (falecimentos por 100.000 habitantes) foi de 22,7. Já incidência (casos confirmados por 100.000 habitantes) ficou em 465,5.

“Quando você olha a inclinação da curva epidemiológica por semana, dá a entender que nós estamos entrando em um platô, que a curva se encaminha para uma estabilidade. Precisamos confirmar se esta tendência permanece com o passar das duas próximas semanas epidemiológicas”, declarou o novo secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo de Medeiros, em entrevista no Palácio do Planalto.

Medeiros acrescentou que no caso da curva de novas mortes, também há uma tendência de estabilização. “Da última semana para cá, houve diminuição do número de novos óbitos. A gente precisa acompanhar os dados mas isso nos mostra uma tendência de diminuição de novos óbitos”, comentou o secretário.

Estados

São Paulo segue como o Estado com maior número de casos – Foto: Reprodução/NDSão Paulo segue como o Estado com maior número de casos – Foto: Reprodução/ND

Os estados com maior número de óbitos são São Paulo (11.846), Rio de Janeiro (8.412), Ceará (5.377), Pará (4.395) e Pernambuco (4.057). Ainda figuram entres os com altos índices de vítimas fatais em função da pandemia Amazonas (2.605), Maranhão (1.607), Bahia (1.263), Espírito Santo (1.217), Alagoas (831) e Paraíba (709).

Os estados com mais casos são São Paulo (192.628), Rio de Janeiro (87.317), Ceará (82.273), Pará (76.623) e Maranhão (66.091).

Comparação mundial

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil é o 2º colocado em número de mortes e de casos confirmados, atrás apenas dos Estados Unidos. Mas na incidência por milhão de habitantes, quando é considerada a população dos países, o Brasil cai para a 16ª posição. No ranking de mortalidade, quando o número de óbitos é avaliado proporcionalmente ao total de pessoas de cada nação, o Brasil fica na 10ª posição.

Hospitalizações

De acordo com o boletim epidemiológico apresentado pela equipe do Ministério da Saúde, as hospitalizações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) pela Covid-19 somaram até o momento 105.869, e ainda há outras 65.472 internações em investigação.

Dos hospitalizados pela doença, 68% tinham mais de 50 anos. No recorte por gênero, 60.940 eram homens e 44.899 eram mulheres. Na distribuição por cor, 32.182 eram pardos, 29.243 eram brancos, 4.780 eram pretos, 1.002 eram amarelos e 286, indígenas.

Já nas mortes por SRAG por Covid-19 (39.417), 71% tinham acima de 60 anos. No recorte de gênero, 23.180 eram homens e 16.223 eram mulheres. Na divisão por cor, as vítimas fatais eram em sua maioria pardos (13.862), seguidos por brancos (9.349), pretos (1.847), amarelos (410) e indígenas (145).

Orientações

O secretário-executivo da pasta, Élcio Franco, anunciou que uma portaria será publicada em breve com orientações que classificou como “amplas” para medidas de mitigação e combate à pandemia. Estas envolverão desde procedimentos de segurança em atividades econômicas até recomendações para espaços públicos, condomínios e outras formas de aglomerações.

Franco lembrou que cabe aos gestores estaduais e municipais definir as medidas de distanciamento social – prerrogativa determinada pelo Supremo Tribunal Federal, mas a portaria trará um conjunto de indicações mais detalhadas de apoio às autoridades locais de saúde, que devem seguir avaliando as condições de abertura.

“Estas recomendações vêm a reforçar que caso o gestor adote estas medidas, ele poderá fazer isso com segurança e retroceder de imediato ao identificar que o crescimento está sendo além do que ele tem capacidade de suportar com a sua rede de saúde”, ressaltou Franco.

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