Brasileiro infectado com varíola do macaco é o primeiro caso da doença na Alemanha

Brasileiro de 26 anos passou por Portugal e Espanha antes de ser identificado com o vírus na Alemanha

A Alemanha registrou nesta quinta-feira (19) a primeira infecção por varíola dos macacos. Segundo o Instituto de Microbiologia da Bundeswehr, ligado às Forças Armadas alemãs, o vírus foi detectado em um brasileiro de 26 anos que viajou por Portugal e Espanha.

Alguns dos sintomas incluem febre, dor de cabeça e erupções cutâneas – Foto: Divulgação/OMS/Centro De Controle de Doenças da Nigéria/NDAlguns dos sintomas incluem febre, dor de cabeça e erupções cutâneas – Foto: Divulgação/OMS/Centro De Controle de Doenças da Nigéria/ND

As autoridades em Portugal confirmaram ter identificado cinco casos da infecção por varíola dos macacos. Os serviços de saúde da Espanha estão testando 23 casos em potencial depois que o Reino Unido colocou a Europa em alerta ao vírus.

De acordo com a agência Reuters, os cinco doentes portugueses, de 20 casos suspeitos no país, estão estáveis. São todos homens que vivem na região de Lisboa e Vale do Tejo, segundo as autoridades sanitárias portuguesas.

A doença

Registrada pela primeira vez na República Democrática do Congo, na década de 1970, a varíola dos macacos é uma infecção viral rara, semelhante à varíola humana, embora mais leve.

De acordo com autoridades de saúde espanholas, a doença não é infecciosa entre as pessoas, com a maioria dos infectados se recuperando em algumas semanas, apesar de alguns casos graves. Alguns dos sintomas incluem febre, dor de cabeça e erupções cutâneas que começam no rosto e espalham-se pelo corpo.

Os doentes com varíola dos macacos desenvolvem uma erupção na pele que pode formar bolhas – Foto: Reprodução/NDOs doentes com varíola dos macacos desenvolvem uma erupção na pele que pode formar bolhas – Foto: Reprodução/ND

Há somente duas cepas do vírus: do Congo, que é mais grave e tem até 10% de mortalidade, e a cepa da África Ocidental, que tem taxa de mortalidade em cerca de 1%. Os diagnósticos feitos no Reino Unido detectaram a cepa da África Ocidental.

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