Cai para oito o número de regiões de SC em estado gravíssimo

Até esta quarta-feira (5) eram 12 regiões com risco gravíssimo, a escala máxima nos parâmetros estaduais

O número de regiões de Santa Catarina em estado gravíssimo teve baixa nesta quarta-feira (5). O principal fator, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, foi a desocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Oeste, Alto Uruguai, Xanxerê, Grande Florianópolis e Planalto Norte reduziram um nível nos indicadores nessa nova atualização e estão em estado grave. O Alto Vale do Rio do Peixe, porém, aumentou seu risco de grave para gravíssimo, e o Extremo Oeste, de Alto para Grave.

Florianópolis foi uma das regiões que saiu do risco gravíssimo para grave, atualmente tendo UTI ocupada em 83% e registrando 74 mortes – Foto: Anderson Coelho/ND

Até então eram 12 regiões com risco gravíssimo, a escala máxima nos parâmetros estaduais, e agora são somente oito. Assim, o Oeste Catarinense, com exceção do Meio-Oeste, a Serra, Grande Florianópolis, o Planalto Norte e a região de Laguna ficam em risco grave, enquanto todo o restante em risco gravíssimo.

A única região que adotou medidas concretas foi a da Amvali (Associação dos Municípios do Vale do Itapocu), que prorrogou decreto regional até 12 de agosto. Na região, praças de alimentação e restaurantes devem funcionar entre 6h e 18h de segunda a sábado, e entre 10h e 15h aos domingos. 

Missas e cultos podem ser realizados com capacidade de até 30%, esportes coletivos e individuais de contato estão proibidos, e casas de assados e padarias devem funcionar das 10h às 15h nos domingos.

Com a mudança no panorama, há possibilidade de edição em decretos nos próximos dias, mas, por ora, vale o decreto estadual. A medida amplia as restrições para o Alto Uruguai, Alto Vale do Itajaí, Planalto Norte, Carbonífera, Grande Florianópolis, Foz do Rio Itajaí, Médio Vale do Itajaí, Nordeste e Xanxerê. Este decreto suspende o transporte público e concentração em locais públicos.

Mapeamento em Santa Catarina

O mapeamento do Estado considera oito indicadores e quatro dimensões de prioridade: isolamento social; investigação, testagem e isolamento de casos; reorganização de fluxos assistenciais; e ampliação de leitos.

A baixa na ocupação da UTI foi o fator principal para a que o panorama mudasse. Contudo, justamente a alta nas mortes pode ter influenciado essa baixa na medição de risco.

“Essas quatro regiões que reduziram o risco foram influenciadas principalmente pela redução da taxa de ocupação de leitos de UTI, que é o indicador principal da dimensão que chamamos de ampliação de leitos. No entanto é importante considerar que nesta última semana nós tivemos muitos óbitos, e infelizmente a ocorrência de óbitos também libera alguns leitos de UTI”, afirma Maria Cristina Willemann, epidemiologista responsável pela ferramenta de mapeamento regional.

Os dados do boletim epidemiológico desta quarta-feira, emitido pela Secretaria de Estado da Saúde, apontam para uma nova alta de casos e de mortes pela Covid-19. O número de mortes teve uma forte alta, com 71 vítimas em 24 horas, totalizando 1.306 mortes.

Os dados mostram o ritmo da aceleração: em 5 de julho, Santa Catarina contabilizava 393 mortes. De lá para cá, o crescimento foi de 232%.

O monitoramento regional aponta para uma tendência também de medidas regionalizadas, com associações de municípios que adotam decretos regionais e tomam medidas mais homogêneas.

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