Comum no verão, caramujo africano pode causar meningite; saiba como eliminar

Moluscos da espécie Achatina fulica são mais visíveis em períodos quentes e chuvosos, e hibernam nos meses frios e secos; confira as dicas para evitar infestações

A estação mais quente do ano acende o alerta para a presença de caramujos africanos em Florianópolis. Isso porque o molusco, mais comum no verão, se reproduz rapidamente e é portador de um verme que pode causar doenças aos seres humanos.

Caramujo africano como eliminarPresença de caramujos africanos preocupa pelo risco de doenças – Foto: Reprodução/ND

Da espécie Achatina fulica, o animal está disperso em todas as regiões e costuma ser mais visível durante períodos quentes e chuvosos, já que hibernam nos meses frios e secos.

Entre as doenças causadas pelo moluso, está a meningite eosinofílica – que pode causar forte dor de cabeça e rigidez na nuca -, e a angiostrongilíase abdominal. Nesse caso, o parasita, ao entrar no organismo das pessoas, pode levar a sintomas gastrointestinais intensos, como dor abdominal, vômitos e febre.

Viu um caramujo? Confira o que fazer

De acordo com a prefeitura de Florianópolis, seguindo as orientações do Centro de Controle de Zoonoses, o descarte da espécie pode ser feito pela queima ou através da coleta com água sanitária.

No  primeiro caso, os moluscos devem ser inseridos em um recipiente de metal ou de barro e queimados de forma controlada, com fogo persistente. Depois de frias, as conchas precisam ser quebradas e enterradas no solo, evitando que sirvam de criadouros de mosquitos, como o Aedes aegypti.

A recomendação é que o morador realize coletas periódicas para controle, principalmente no início ou fim do dia. Outra dica é optar pelos períodos após chuva, quando os caramujos são observados em maior quantidade.

caramujo africanoCaramujo Africano – Foto: Reprodução RICTV Record/Arquivo/ND

Já para o descarte com água sanitária, é preciso diluir, em um balde, uma colher de sopa de água sanitária em um litro de água. Essa diluição deve ser proporcional à quantidade de caramujos coletados.

Depois, devem ser colocados em uma sacola com pequenos furos. Ao fechá-la com um nó, a sacola precisa ser inserida no balde, mantendo os caramujos imersos por 24h.

Passado esse tempo, o morador deve retirar a sacola do balde, escorrendo a água por completo, que é dispensava na rede de esgoto sanitário. A sacola, então, é colocada em outra, sem furos e fechada, e encaminhada à coleta domiciliar.

Ouvidoria

Em caso de infestações, a prefeitura orienta a população a  entrar em contato com a ouvidoria do município. É possível também ligar diretamente para o Centro de Controle de Zoonoses no número: 3236-1962.

Em casos de contato com caramujos africanos, ou com seu muco, basta lavar bem a área com água e sabão.

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