Casos de varíola dos macacos são confirmados pela OMS em 23 países

No Brasil ainda não há casos confirmados, mas país está em alerta para a situação mundial

O número de casos de varíola dos macacos chegou, até o dia 26 de maio, a 257 casos em 20 países fora da África, totalizando 23 países. A informação foi divulgada pela OMS (Organização Mundial de Saúde), neste domingo (29). Além disso, 120 casos suspeitos são investigados. Até o momento nenhuma morte foi relatada.

varíola dos macacosSintomas costumam aparecer em até três dias – Foto: OMS/Divulgação

Menos de 100 casos foram confirmados pela OMS, até a semana passada. Em comunicado, a Organização disse que “a situação está evoluindo rapidamente e a OMS espera que haja mais casos identificados à medida que a vigilância se expande em países não endêmicos, bem como em países conhecidos como endêmicos que não relataram casos recentemente.”

As ações imediatadas devem se concentrar em disseminar informações precisas para que as pessoas não arrisquem contrair a doença, impedir a disseminação nos grupos de risco e, também, proteger os profissionais da saúde.

Situação no Brasil

O Brasil não confirmou nenhum caso da doença, até o momento. Porém, um caso suspeito no país da Bolívia, próximo à fronteira com o Brasil, colocou as autoridades brasileiras em sinal de alerta. Na América Latina, há um caso confirmado na Argentina.

O México teve um caso confirmado neste sábado (28), mas ainda não aparece nos dados da OMS porque eles foram contabilizados apenas até o dia 26 de maio.

Na Guiana Francesa, dois casos estão em investigação com infecções suspeitas, segundo a OMS. O Sudão, no norte da África, também tem um caso suspeito da doença.

Os casos confirmados pela OMS, até o dia 26 de maio, são: Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Emirados Árabes, Eslovênia, Espanha, EUA, Finlândia, França, Holanda, Israel, Itália, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Suécia e Suíça.

Surto

No surto que começou há um mês na Europa, a velocidade de transmissão é diferente e o surgimento de lugares distantes intriga os pesquisadores. Pensando nisso, o o Ministério da Saúde e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) criaram os grupos de trabalho para desenvolvimento de protocolos e procedimento para possível chegada da doença ao Brasil.

Formas de diagnóstico

Além da coleta através de swab (cotonete estéril) das lesões, ricas em materiais virais, a doença pode ser diagnosticada por exames de sangue feitos quando começam os sintomas, quando o vírus circula pela corrente sanguínea.

Orientações

Após a disponibilização dos insumos, a orientação para os profissionais de saúde deve estar entre as prioridades das autoridades de saúde. O Ministério da Saúde encaminhou um comunicado a todos os estados orientando profissionais de saúde e informações disponíveis até o momento sobre a doença.

Por enquanto, apenas a Argentina investiga uma pessoa com suspeita da doença na América do Sul. Mas já existem registros de infectados na Europa, América do Norte, Oceania e Ásia. A OMS considera o pior surto do vírus fora da África.

Produção de vacina no Brasil

O Instituto Butantan, um dos principais produtores de vacina do Brasil, criou um grupo de trabalho para avaliar a disseminação do vírus da varíola do macaco no cenário mundial e uma possível confirmação de casos em território nacional.

O grupo está na fase de estudar a doença e avaliar as vacinas disponíveis no mercado, que são poucas e produzidas em pequena escala.

Caso seja necessário, o instituto se comprometeu a produzir uma nova vacina. Vale destacar que a OMS afirmou na última segunda-feira (23) que não vê a necessidade de imunização em massa da população.

Além de conferir proteção antes da exposição, o imunizante pode ser usado em pessoas já infectadas.

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Saúde

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