Catarinenses lamentam incertezas, mas aprovam adiamento das Olimpíadas

Rodrigo Nascimento, Douglas Brose e Yndiara Asp, todos representantes de Santa Catarina na busca por uma vaga nos Jogos Olímpicos, apoiaram a decisão

Na linha que vem sendo tendência no mundo do esporte, o consentimento é de que o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, confirmado na última terça-feira (24) pelo COI (Comitê Olímpico Internacional), foi o melhor a ser feito no que tange ao alto rendimento – e, evidentemente, a saúde.

Rodrigo Pereira do Nascimento é de Itajaí e desponta como o principal nome do atletismo no Estado – Foto: Wagner Carmo/CBAt/ND

Os representantes catarinenses na delegação brasileira (potencialmente) classificados vêm se manifestando nas últimas horas, como sempre, favoráveis. Apesar do ônus que a parada tende a causar em todas as esferas, não há quem descredencie ou questione as entidades competentes no que diz respeito ao adiamento dos jogos.

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“Sabemos que o adiamento era a coisa certa a se fazer. Estava treinando desde novembro para conseguir a classificação. Assim como outros atletas, também abri mão de muitas coisas em busca deste objetivo, mas agora é hora de virar essa página e pensar em outros objetivos. Conversei com meu treinador e decidimos que o foco agora é conseguir marcas mais expressivas para este ano”, disse Rodrigo Nascimento, velocista catarinense.

De Itajaí, Rodrigo estava bem próximo de conseguir a marca para ir a Tóquio. Aos 25 anos, traz na bagagem o título de campeão no Pan-americano de Revezamento 4x100m; campeão Mundial de Revezamento no 4X100; campeão Sul-americano – primeiro lugar nos 100m , e campeão Sul-americano nos 100m rasos.

Caratê

Para o carateca Douglas Brose, que por sinal é natural de Cruz Alta (RS), mas compete por Santa Catarina a decisão foi absolutamente acertada, apesar dos prejuízos que isso gera, de um modo geral, para a sequência da temporada e dos treinos.

“É complicado se manter ativo com a cabeça boa, sendo que tem uma incerteza grande com tudo isso. O que move o atleta é o objetivo e, sem objetivo, perde a direção. Sem foco, sem data, sem nada, a gente fica perdido”, ponderou Brose.

Por outro lado, Douglas Brose lembra que não há mais a fazer do que esperar, no mínimo, uma definição.

“O mundo está parado, literalmente, não vai sair uma definição de calendário agora. Tenho tentado me manter ativo, mas esperando as definições do calendário mundial para me organizar e me preparar”, ponderou o atleta de 34 anos.

Skate

A manezinha Yndiara Asp, em vídeo divulgado pela sua assessoria, foi outro nome local a corroborar a decisão do COI.

“Realmente não dá pra andar de skate, não dá pra treinar. A decisão foi relevante e positiva. Agora nós ganhamos tempo para preparar, treinar e trabalhar para irmos as Olimpíadas”, destacou a jovem atleta de 22 anos.

A classificação, que acontece mediante o ranking mundial da World Skate, no encerramento da segunda janela de pontuação, então previsto para o mês de maio, também foi adiada.

Se o encerramento acontecesse e fosse hoje, Yndiara estaria classificada como representante brasileira nos jogos. Apesar dessa incerteza, a extrovertida manezinha esbanjou maturidade pela maneira de encarar, não só o maior evento esportivo do planeta, como a vida.

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