CEO da Pfizer defende vacinação anual em vez de reforços periódicos

Vacina da Pfizer apresentou eficácia contra doenças graves e morte causadas pela variante Ômicron, mas menos eficaz na prevenção da transmissão

A vacinação contra a Covid-19, quando feita de forma anual, sem reforços periódicos, deve apresentar maior eficácia na proteção contra o vírus, segundo o presidente-executivo da Pfizer, Albert Bourla. A declaração foi feita no último sábado (22). A vacina da Pfizer apresentou eficácia contra doenças graves e morte causadas pela variante Ômicron, mas menos eficaz na prevenção da transmissão.

CEO da Pfizer defende vacinação anual em vez de reforços periódicos – Foto: Rogério da Silva/Secom/Divulgação/NDCEO da Pfizer defende vacinação anual em vez de reforços periódicos – Foto: Rogério da Silva/Secom/Divulgação/ND

Com o aumento de casos, alguns países expandiram os programas de reforço da vacina contra a Covid-19 ou reduziram o intervalo entre as injeções, à medida que os governos lutam para reforçar a proteção.

A declaração foi feita durante uma entrevista ao N12 News, de Israel. Na ocasião, Bourla foi perguntado sobre como ele interpreta as doses de reforço sendo administradas a cada quatro ou cinco meses, regularmente. “Esse não será um bom cenário. O que eu espero é que tenhamos uma vacina que você terá que fazer uma vez por ano”, disse Bourla.

“Uma vez por ano é mais fácil de convencer as pessoas a tomar e é mais fácil para as pessoas lembrarem”, afirmou. “Do ponto de vista da saúde pública, é a situação ideal. Estamos procurando ver se podemos criar uma vacina que cubra a Ômicron e não esqueça as outras variantes. Isso pode ser uma solução”, disse.

Vacina anual

Para Bourla, a Pfizer pode estar pronta para solicitar a aprovação de uma vacina redesenhada para combater a Ômicron e produzi-la em massa já em março.

Citando três estudos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças disse na última sexta-feira (21), que uma terceira dose de uma vacina de RNA mensageiro (mRNA) é fundamental para combater a Ômicron, fornecendo 90% de proteção contra hospitalização.

Um estudo preliminar publicado pelo Sheba Medical Center de Israel concluiu que uma quarta dose aumenta os anticorpos para níveis ainda mais altos do que a terceira, mas provavelmente não é suficiente para afastar a Ômicron.

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Saúde

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