Cidades do Extremo-Oeste de SC tem a maior taxa de isolamento

Dados são do Índice de Isolamento Social foi desenvolvido pela Inloco para auxiliar no combate à pandemia de coronavírus

As cidades do Extremo-Oeste registram o maior índice de isolamento social em Santa Catarina, de acordo com dados da In Loco. Os números são da última quinta-feira (2).

Extremo-Oeste de Santa Catarina – Foto: Reprodução/Ameosc

O estudo é usado desde o início da pandemia pelo governo estadual para monitorar a situação da Covid-19 em cada localidade. A In Loco monitora a movimentação de mais de 1,5 milhão de catarinenses pelo Índice de Isolamento Social.

Dados disponibilizados pela Ameosc (Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina) demonstram que são 323 casos confirmados do novo coronavírus nos 19 municípios compreendidos pela entidade. A situação mais critica está em São Miguel do Oeste que tem 126 casos, cerca de 39% do total. 

Três municípios do Extremo-Oeste ainda não possuem registros da doença respiratória. Duas pessoas morreram e 220 pacientes já não sentem mais sintomas.

São Miguel do Oeste, no Extremo-Oeste de SC – Foto: Tiago Silva/Reprodução/ND

De acordo com o levantamento, a região do Alto Vale do Itajaí é que tem menor percentual de isolamento social. São 28 municípios compreendidos pela Amavi (Associação dos Municípios do Alto Vale do Itajaí), sendo que apenas dois ainda não registram casos confirmados da Covid-19. 

O Alto Vale do Itajaí tem 505 casos confirmados da doença respiratória e nove mortes. A situação mais critica está em Rio do Sul, com 146 pessoas infectadas, o que representa 28% do total da região. São 275 pessoas que não sentem mais sintomas e são consideradas recuperadas.  

Veja os números das microrregiões de SC: 

  • Alto Vale do Itajaí: 34,36%
  • Planalto Norte: 35,29% 
  • Médio Vale do Itajaí: 35,58%
  • Nordeste: 36,26% 
  • Carbonífera: 36,82% 
  • Foz do Rio Itajaí: 37,06% 
  • Serra Catarinense: 37,80% 
  • Alto Uruguai Catarinense: 37,81% 
  • Meio Oeste: 37,83%
  • Xanxerê: 38,01% 
  • Laguna: 38,20%
  • Oeste: 38,56%
  • Grande Florianópolis: 38,89%
  • Extremo Sul Catarinense: 39,09%
  • Alto Vale do Rio do Peixe: 40,25%
  • Extremo Oeste: 40,33% 

Santa Catarina 

A taxa de isolamento social no Estado é de 36,99%, ficando na penúltima colocação no país, perdendo apenas para Tocantins, que tem 33,85%.  

Santa Catarina soma 28.575 casos positivos, com 22.864 recuperados e 362 óbitos. Pessoas são consideradas recuperadas quando já passaram pelo período de isolamento e não apresentaram novos sintomas.

Monitoramento seguro

A In Loco, empresa do setor de segurança da informação e antifraude, criou o Índice de Isolamento Social, que permite mapear a movimentação de pessoas dentro de regiões específicas e medir quais apontam maior distanciamento social.

O sistema criptografa os dados e observa apenas a movimentação das pessoas nos bairros e regiões. A base de dados conta com mais de 60 milhões de dispositivos móveis em todo o Brasil e os números são disponibilizados para órgãos estaduais.  

“Com a nossa tecnologia, podemos ajudar no combate à disseminação do coronavírus. De forma criptografada e agregada, sem dados que possam identificar diretamente um usuário específico”, explica André Ferraz, CEO da In Loco ao Canal Tech. 

Escritório da In Loco, em Recife – Foto: In Loco/Divulgação/ND

O monitoramento do grau de isolamento social, usa uma tecnologia que mapeia a localização de celulares de Santa Catarina e que mede quantas pessoas se deslocam nesse período, do seu endereço original por mais de três horas. 

Há cuidado especial com a privacidade das pessoas, afirma a In Loco. A empresa diz que não consegue identificar diretamente os usuários dos smartphones mapeados e coleta apenas a localidade do aparelho, por sensores presentes nos telefones e tablets, como WiFi, Bluetooth, GPS, entre outros. 

“Não temos acesso aos dados de identificação civil como nome, RG, CPF e endereço de e-mail, por exemplo”, explica Ferraz.

 Além disso, uma mensagem pergunta ao usuário se ele permite ou não o compartilhamento da localização de seu dispositivo — e a companhia adiantou que vai deletar essas informações após o fim da pandemia.

Em Santa Catarina, os dados são analisados em conjunto com outras ferramentas de tecnologia que já estavam à disposição.

Qualquer pessoa pode ter acesso aos dados, no site www.inloco.com.br, na seção o Mapa Brasileiro da Covid-19. Nele, a população poderá acompanhar o índice nacional e a divisão por estado, com o histórico da semana.

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