Cinco casos de zika vírus são registrados em Santa Catarina em 2016

Mosquito Aedes aegypti também deixou três infectados com dengue. Não houve nenhuma confirmação para febre de chikungunya

Cinco casos de zika vírus foram confirmados em Santa Catarina até esta terça-feira (19), segundo relatório divulgado pela Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica). Os casos foram registrados em Florianópolis, Braço do Norte, no Sul do Estado, e Ipuaçu, no Oeste. Outro caso confirmado vem de Itapoá, no Norte, e ainda não foi repassado à Dive pela secretaria de saúde da cidade. Em 2016 também já foram confirmados três casos de dengue no Estado e nenhum caso de febre de chikungunya.

Agência Brasil/Divulgação/Arquivo ND

Aedes aegypti é transmissor de três doenças

De outubro de 2015 até o final de janeiro, quando foram monitorados os casos de zika vírus em Santa Catarina, nove ocorrências foram confirmadas. Em 2016, somente nos primeiros 19 dias do ano, cinco casos da doença apareceram no Estado.

De acordo com João Fuck, coordenador do programa de controle da dengue e porta-voz da sala de situação da Dive, todos os casos foram contraídos fora do Estado, mas o momento é de reforçar as ações de combate ao mosquito aedes aegypti.

“É importante identificarmos os casos para que não haja transmissão interna em Santa Catarina. Estes casos não se devem a um fator específico. É um momento de turismo muito grande, pessoas chegam de todos os lugares, então é um momento que os casos podem aumentar por conta da chegada dessas pessoas”, disse ele.

Outros 11 casos de febre do zika vírus ainda estão sob análise da Dive e dois foram descartados.

Sobre a dengue, além dos três confirmados este ano nas cidades de Bom Jesus, Jaraguá do Sul e Palmitos, outros 269 estão sob suspeita.

Apesar de não haver nenhum confirmado de febre chikungunya, cinco casos ainda estão sendo analisados.

Dos quatro casos confirmados de zika vírus pela Dive, as pessoas que contraíram a doença vieram de Sergipe, Rio de Janeiro e Mato Grosso.

O caso de Itapoá foi de uma moça de 20 anos, que veio de Várzea Grande, no Mato Grosso, e já foi embora do Estado.

:: Dicas para evitar a proliferação de aedes aegypti:

– Evite usar pratos nos vasos de plantas. Se usar, coloque areia até a borda;

– Guarde garrafas com o gargalo virado para baixo;

– Mantenha lixeiras tampadas;

– Deixe os depósitos para guardar água sempre vedados, sem qualquer abertura, principalmente as caixas d’água;

– Plantas como bromélias devem ser evitadas, pois acumulam água;

– Trate a água da piscina com cloro e limpe uma vez por semana;

– Mantenha ralos fechados e desentupidos;

– Lave com escova os potes de comida e de água dos animais no mínimo uma vez por semana;

– Retire a água acumulada em lajes;

– Dê descarga no mínimo uma vez por semana em banheiros pouco usados;

– Mantenha fechada a tampa do vaso sanitário;

– Evite acumular entulho, pois podem se tornar locais de foco do mosquito da dengue. Denuncie a existência de possíveis focos de Aedes aegypti para a Secretaria Municipal de Saúde;

– Caso apresente sintomas de dengue, chikungunya o Zika vírus, procure uma unidade de saúde para atendimento.

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Saúde

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