Com alta de casos, cidades do Extremo-Oeste endurecem medidas contra a Covid-19

Região composta por 19 municípios teve aumento de 7,53% de casos confirmados em 15 dias; crescimento foi maior do que a média estadual

Após o aumento do número de casos confirmados da Covid-19, a situação da pandemia voltou a preocupar os 19 municípios que compõe a Ameosc (Associação dos Municípios do Extremo Oeste de Santa Catarina). O assunto foi debatido em reunião na tarde desta terça-feira (25).

Casos confirmados cresceram na região – Foto: Arquivo/Roque de Sá/Agência Senado/NDCasos confirmados cresceram na região – Foto: Arquivo/Roque de Sá/Agência Senado/ND

Conforme dados da Ameosc, nos últimos 15 dias subiu 7,53% (1.402 casos) o número de casos confirmados no Extremo-Oeste do Estado. O índice de mortes também aumentou nesse período, chegando a 6,95%. Já nos últimos 30 dias, a região registrou um crescimento de 12,61% no número de casos confirmados da Covid-19, crescimento maior que a média estadual.

Segundo a Associação, em toda a região, ocorrências envolvendo aglomerações e festas clandestinas têm surpreendido as autoridades. No último fim de semana, uma festa com 30 pessoas foi flagrada pela Polícia Militar no interior do município de Guarujá do Sul.

Os envolvidos descumpriam o Decreto Estadual n° 1.276/2021, sem uso de máscaras, ingerindo bebidas em copos compartilhados e não mantendo o distanciamento social.

Endurecimento das medidas

A reunião foi coordenada pelo presidente da Ameosc, prefeito de Princesa Edilson Wolkweis, e contou com a participação da secretária de Saúde de São Miguel do Oeste e a coordenadora do Colegiado Regional de Secretários da Saúde, Geni Girelli.

Os chefes dos Executivos da região decidiram que irão, em conjunto com as forças de segurança, aumentar a fiscalização dos decretos e endurecer as punições para quem descumprir as medidas sanitárias.

Maurício Piacentini, médico do Hospital Regional Terezinha Gaio Basso e integrante do Comitê Regional, participou da reunião e ressaltou a preocupação com a atual situação da região.

Para ele, se os números continuarem crescendo, a região pode voltar a registrar UTI’s lotadas e filas de espera para atendimento. “Os números têm aumentado nas últimas três semanas e se isso se mantiver, talvez a situação volte a ficar complicada como ficou em fevereiro e março deste ano”, alertou.

Ao fim da reunião, foi consenso entre os prefeitos que serão aguardadas as avaliações do Coes (Centro de Operações em Emergências de Saúde), o que vai balizar possíveis novos decretos. O atual decreto estadual de nº 1.272, segue vigente até o dia 31 de maio.

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Saúde

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