Com ambulatórios lotados, Chapecó registra aumento de 70% de casos da Covid-19

Em uma semana o número de casos ativos passou de 800 para 1.361; o número de pacientes internados também cresceu obrigando a transferência para outros hospitais

A maior cidade do Oeste de Santa Catarina, Chapecó, está vivendo nos últimos dias uma crescente nos números da Covid-19. Em uma semana o município registrou aumento de 70% de casos ativos, 561 a mais.

No dia 1° de fevereiro, conforme boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde, o número era de 800, já nesta segunda-feira (8) é de 1.361. Os casos suspeitos também subiram de 469 para 575.

O crescimento é confirmado nos atendimentos dos dois ambulatórios Covid-19, localizados no ginásio Ivo Silveira, na região central da cidade, e no bairro Efapi, o maior do município, bem como na UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

Filas ultrapassam a porta de entrada do ambulatório do ginásio Ivo Silveira. – Foto: Caroline Figueiredo/NDFilas ultrapassam a porta de entrada do ambulatório do ginásio Ivo Silveira. – Foto: Caroline Figueiredo/ND

A situação da ocupação de leitos para pacientes com Covid-19 no HRO (Hospital Regional do Oeste) também demonstra a situação do município. O hospital está com a capacidade máxima. Por conta disso, 26 pacientes foram transferidos nos últimos 15 dias para hospitais da região.

O número de pacientes hospitalizados em leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nesta segunda-feira (8) é de 41, sendo 34 no HRO e 7 na Unimed. Em leitos de enfermaria são 49, sendo 30 no HRO e 19 na Unimed.

Ambulatórios lotados

Nos últimos dias as filas têm ultrapassado o espaço dos ambulatórios e o tempo de espera para atendimento tem sido em média de quatro horas. Somente no último sábado (6), a Secretaria de Saúde contabilizou 224 atendimentos de pacientes com  sintomas respiratórios no ambulatório do ginásio Ivo Silveira, 214 no ambulatório da Efapi e outros 169 na UPA.

Nesta segunda-feira (8), Zaqueu Prestes dos Santos, de 30 anos, aguardava do lado de fora do ginásio Ivo Silveira enquanto a esposa Mariana Elisa dos Santos de 25 anos esperava atendimento na fila. “Estamos aqui desde às 11h e tem bastante gente na frente. Ela está com febre, dor de cabeça e no corpo e cansaço”, disse o esposo às 14h20.

Os sintomas de Mariana, segundo o marido, iniciaram no sábado (6), mas há cerca de 40 dias Zaqueu testou positivo para Covid-19. “Acredito que eu não tenha transmitido a ela porque já faz tempo. Não sabemos se ela realmente está com o vírus, vamos aguardar o resultado do exame, mas os sintomas são semelhantes aos que eu tive”, avaliou.

O casal, que mora no bairro Santa Paulina, tem dois filhos, um de cinco e um de sete anos. Conforme Zaqueu, o filho mais novo apresentou sintomas, mas não realizou o teste, já o mais velho não teve nenhum sintoma. “Acreditamos que se ela realmente está com o vírus pegou no trabalho”, pontuou.

Pessoas na fila esperando para atendimento no ambulatório da Covid-19 no ginásio Ivo Silveira, em ChapecóFilas ultrapassam a porta de entrada do ambulatório do ginásio Ivo Silveira. – Foto: Caroline Figueiredo/ND

Pesquisa acende luz vermelha em Chapecó

Boletim da Covid-19 divulgado pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) no dia 6 de fevereiro revelou que na mesorregião Oeste, nota-se que o número de casos passou de 76.391, em 29 de janeiro, para 79.937, em 05 de fevereiro, representando um crescimento percentual da ordem de 4,5%, a maior taxa dentre todas as mesorregiões do Estado.

Com isso, a região aumentou sua participação relativa no agregado estadual para 13,8%.

O boletim demonstrou que na mesorregião Oeste, composta por cinco microrregiões, verifica-se a continuidade do processo de contaminação já em curso desde o mês de abril, porém com sinais de retomada mais forte do contágio em diversas localidades.

Na microrregião de Chapecó se localizavam 35% de todos os casos da mesorregião, com grande concentração na própria cidade de Chapecó, mas também com espraiamento da doença para Coronel Freitas, São Lourenço do Oeste, Quilombo, Pinhalzinho, Maravilha, Palmitos e São Domingos.

O boletim demonstrou que a cidade de Chapecó vinha apresentando taxas de crescimento de novos casos abaixo da média estadual, situação
que foi interrompida a partir do mês de novembro, sendo que no fim de janeiro de 2021 a taxa de crescimento ficou acima da média estadual, enquanto nos primeiros dias de fevereiro essa taxa é a maior dentre todos os dez municípios com mais casos.

Boletim da UFSC demonstra alerta para o município de Chapecó. – Foto: Reprodução/Boletim UFSC/NDBoletim da UFSC demonstra alerta para o município de Chapecó. – Foto: Reprodução/Boletim UFSC/ND

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