Com cobertura vacinal abaixo de 60%, SC tem 75 cidades em nível alto da Covid-19

Nota técnica da Fiocruz alerta para novas variantes e aumento do contágio pela estagnação das campanhas vacinais

Santa Catarina tem 75 municípios considerados nível alto na matriz de risco de Covid-19. Os dados são do governo do Estado, a atualização de sexta-feira (1°). Entre os em alerta máximo estão Florianópolis, Blumenau, Joinville, Chapecó e Laguna.

Vacinação, Vacina, Covid-19, – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/NDVacinação, Vacina, Covid-19, – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Secom/ND

Em específico à incidência de casos a cada 100 mil habitantes, 38 municípios estão em alerta máximo; 63 em médio e 194 em nível baixo. Já em relação à hospitalização por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), 20 cidades estão em nível alto.

A vacinação completa contra Covid-19 (duas doses ou dose única) está com cobertura maior que 85% em 193 municípios. Quatro cidades mantém este nível abaixo de 60%.

Já em relação à aplicação da dose de reforço, apenas 10 cidades alcançaram nível maior que 85% de imunização. No Estado, 186 municípios não passam dos 60% de cobertura.

SC tem 75 cidades em nível alto da Covid-19 – Foto: SES/Reprodução/NDSC tem 75 cidades em nível alto da Covid-19 – Foto: SES/Reprodução/ND

Desigualdade vacinal ameaça o combate à Covid-19, diz Fiocruz

A estagnação e a desigualdade de cobertura vacinal da Covid-19 vêm se mostrando um risco no combate à doença, permitindo que novas variantes surjam e que a velocidade de contágio da doença aumente consideravelmente. É o que observa uma nova técnica da Icict/Fiocruz (Instituto de Comunicação e Informação em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz).

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“O início do processo de vacinação contra a Covid-19 no Brasil foi marcado por uma série de longas negociações para compra e fabricação do imunizante, disputas políticas, processos de regulamentação sanitária e disseminação de desinformação. Isso colaborou inegavelmente para o atraso do início da campanha de imunização no país”, diz a nota.

Agora, mesmo com as vacinas disponíveis, ondas de desinformação dificultam que as taxas de vacinação subam. “Os estados continuam enfrentando um grande desafio causado principalmente pela onda de desinformação e pela disseminação de notícias falsas, dificuldades logísticas, falta de campanhas e agora problemas ainda maiores nos registros das doses segundo esquema vacinal”, informa o documento.

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