Com hospitais no limite, baixa vacinação contra gripe preocupa em SC

Até o momento, apenas 30% das pessoas do grupo prioritário receberam o imunizante contra a influenza; não há registro de casos graves no Estado

Com os hospitais no limite e o sistema de saúde já sobrecarregado devido à pandemia do coronavírus, o baixo índice de vacinação contra a gripe causa preocupação na Secretaria de Estado da Saúde. Isso porque neste período do ano aumenta a circulação do vírus da gripe.

“A vacinação é importante para evitar a gravidade e óbitos por influenza e nesse momento que estamos em pandemia, a proteção contra influenza vai diminuir a sobrecarga da assistência à saúde”, destaca a gerente de imunização da Dive/SC (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), Arieli Schiessl Fialho.

Terceira etapa da Campanha de Vacinação contra gripe inicia na próxima semana – Foto: Mauricio Vieira/Secom/Divulgação/NDTerceira etapa da Campanha de Vacinação contra gripe inicia na próxima semana – Foto: Mauricio Vieira/Secom/Divulgação/ND

O público-alvo da campanha compreende 2.757.175 pessoas. Porém, até o momento, foram vacinadas apenas 836.184, o que representa uma cobertura vacinal de 30%. A meta é vacinar, até o dia 9 de julho quando encerra a campanha, pelo menos 90% da população dos grupos prioritários.

Os idosos foram os que menos vacinaram, até o momento, com 34% do previsto, seguido pelos trabalhadores da saúde (36,1%), gestantes (48,7%), puérperas (51,6%), crianças de 6 meses a menores de 6 anos de idade (55,5%) e povos indígenas (61,5%).

“Todos os grupos elencados desde o início da campanha podem e devem procurar a vacinação, a vacina já iniciou há quase dois meses, teremos aí pela frente pouco mais de 30 dias. Então é importante que todos estejam imunizados”, comenta a gerente.

Intervalo de 14 dias entre vacinas

Como alguns grupos prioritários da vacinação contra a gripe são os mesmos da imunização da Covid-19, a Dive alerta para que seja respeitado um intervalo de 14 dias entre as doses.

“Reforçamos que o intervalo entre a vacina de influenza e a vacina da Covid-19 é de no mínimo 14 dias. Então as pessoas que estão contempladas nas duas campanhas devem priorizar a vacinação contra Covid-19 e, no mínimo 14 dias depois, se vacinar contra influenza”, fala Arieli.

Terceira etapa de vacinação inicia na próxima semana

Na próxima semana, no dia 9 de junho, inicia a terceira e última etapa da Campanha de Vacinação contra a gripe.

Nesta etapa serão vacinados: pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; pessoas com deficiência permanente; forças de segurança e salvamento, forças armadas; caminhoneiros; trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso; trabalhadores portuários; funcionários do sistema prisional; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

Gerente de imunização da DIVE/SC, Arieli Schiessl Fialho destaca a importância da vacinação – Foto: Divulgação/DIVE/NDGerente de imunização da DIVE/SC, Arieli Schiessl Fialho destaca a importância da vacinação – Foto: Divulgação/DIVE/ND

“Mesmo como o início de novos grupos prioritários, as pessoas dos grupos anteriores ainda podem se vacinar. A campanha finaliza na mesma data para todos os grupos”, explica Arieli.
A vacina protege contra três subtipos do vírus: influenza A (H1N1); influenza A (H3N2) e influenza B e tem como objetivo reduzir os sintomas da doença, evitando assim a evolução para casos graves e possíveis óbitos.

Sem casos graves de gripe em 2021

Até o momento, nenhum caso de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocado pelo vírus influenza foi registrado em Santa Catarina. Segundo informe epidemiológico da Dive, que compreende casos registrados de 3 de janeiro até 29 de maio deste ano, o coronavírus lidera o número de internações.

No total, foram registrados 38.246 de SRAG no Estado, nesse período. Destes, 31.297 (81,8%) foram causados por outros vírus respiratórios, sendo 143 pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR), um pelo Rinovírus e 31.153 pelo SARS-COV-2 (Coronavírus).

Idosos com mais de 60 anos representam maior número de registros de SRAG – Foto: Fonte: DIVE/SCIdosos com mais de 60 anos representam maior número de registros de SRAG – Foto: Fonte: DIVE/SC

Já 4.240 (11,1%) casos registrados não possuem uma causa identificada. São investigados 2.703 (7,1%) casos e seis registros foram causados por agentes etiológicos. A maioria dos casos ocorreram em pessoas com faixa etária de 40 a 79 anos, sendo que o grupo mais atingido foram os idosos com mais de 60 anos.

Quase 10 mil mortes por SRAG

De acordo com o informe epidemiológico, foram registradas 9.670 mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave no Estado, de três de janeiro a 29 de maio deste ano.

Destes, quase todos foram causados pelo coronavírus, com 9.256 (95,7%) registros. Já 406 (4,2%) foram classificados como SRAG não especificada, dois foram ocasionados por agente etiológico, um óbito por Vírus Sincicial Respiratório e cinco mortes estão em investigação.

Entre os óbitos em decorrência da SRAG, a maioria, 75,3%, apresentou algum fator de risco para agravamento ressaltando os idosos (89,3%), com doença cardiovascular crônica (55,7%), diabetes mellitus (36,9%) e obesos (20,3%)

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Saúde