Com oito pessoas à espera de leitos em hospitais, Florianópolis adota home office

Solução da prefeitura para contribuir com o distanciamento social é voltar ao regime remoto, a partir da próxima segunda-feira (1º)

O colapso na rede hospitalar do Estado também reflete nas unidades básicas e de pronto atendimento. Em Florianópolis, oito pessoas aguardam nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) a abertura de leitos em hospitais. A solução da Prefeitura de Florianópolis para contribuir com o distanciamento social é voltar ao regime “home office”, a partir da próxima segunda-feira (1º).

A reportagem do ND+ questionou a administração municipal sobre a implementação de mais restrições na cidade após o colapso anunciado pelo secretário de Saúde do Estado, André Motta Ribeiro.

A resposta foi de que o Município seguirá o decreto do governo estadual, divulgado na quarta-feira, com a justificativa de que Florianópolis precisa de ações conjuntas com os municípios da região. Até a publicação, não foi informado se há reunião agendada com as prefeituras da Grande Florianópolis.

Fila para atendimento na UPA do Sul da Ilha nesta quinta-feira – Foto: Leo Munhoz/NDFila para atendimento na UPA do Sul da Ilha nesta quinta-feira – Foto: Leo Munhoz/ND

Segundo a nota da prefeitura da Capital, o trabalho remoto deve permanecer por um período inicial de uma semana. O objetivo é reduzir a circulação de pessoas nas ruas e no transporte coletivo.

A exceção ficará para os órgãos essenciais de combate à Covid-19, limpeza urbana e segurança.

“O município também recomenda aos demais órgãos das esferas estadual e federal que adotem o sistema e evitem o deslocamento de servidores durante os próximos dias”, destacou o comunicado.

Explosão de casos graves

O número de casos graves na Capital catarinense, assim como em todo o Estado, explodiu nos últimos dias. As oito pessoas internadas nas UPAs são atendidas com cilindros de oxigênio, mas o indicado é a internação hospitalar. De acordo com a Secretaria de Saúde do município, não há falta de oxigênio nas unidades.

Importante anotar que as UPAs não realizam internação, mas dão suporte até que os pacientes sejam encaminhados para os hospitais.

Há algumas semanas, os cilindros de oxigênio eram carregados em média três vezes por semana. Atualmente, estão sendo gastos de seis a 12 galões de oxigênio por dia.

Apesar do alto consumo, a prefeitura informou que possui contrato em vigor que garante o fornecimento dos cilindros de oxigênio.

A Secretaria de Saúde de Florianópolis acrescenta que, somente em 2021, contratou 111 profissionais de saúde para atuar no município. Foram contratados 55 técnicos de enfermagem, cinco técnicos de laboratório, 20 enfermeiros, 25 médicos, cinco farmacêuticos e um psicólogo.

Há ainda processo seletivo vigente para a chamada de mais médicos quando houver necessidade de contratação. Também há processo seletivo aberto para enfermeiro e técnico de enfermagem.

Na Grande Florianópolis, os hospitais de Biguaçu e o Florianópolis estão superlotados. Segundo o Covidômetro, da prefeitura da Capital, dos 215 leitos de UTI na região, apenas 14 estão desocupados. Santa Catarina já registrou 7.114 mortes pela Covid-19, com 451 óbitos em Florianópolis.

Fiscalização aconteceu no Terminal Cidade de Florianópolis e no Ticen – Foto: Divulgação/GMF/NDFiscalização aconteceu no Terminal Cidade de Florianópolis e no Ticen – Foto: Divulgação/GMF/ND

Reforço na fiscalização

A GMF (Guarda Municipal de Florianópolis) fiscaliza as entradas da cidade e nos dois terminais de passageiros da região Central, de onde partem um grande número de viagens para todos os municípios próximos.

Os agentes estão verificando a higienização, disposição de álcool gel, lotação dos ônibus entre outras ações. Fiscais do Transporte coletivo da Secretaria Municipal de Mobilidade e Planejamento Urbano também estão sendo orientados e participam da fiscalização nos terminais.

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