Karina Manarin

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Com um caso autóctone, Urussanga tem ajuda do exército para ações de combate à dengue

O município de Urussanga, no sul do estado, registra três casos confirmados de dengue, sendo um  autóctone

O município de Urussanga, no sul do estado, registra três casos confirmados de dengue, sendo um  autóctone, ou seja, contraído dentro do próprio  município. Com isso foi realizada nesta semana  campanha em bairros do município para  alertar aos cidadãos sobre os cuidados para se evitar a proliferação do mosquito  Aedes aegypti, responsável pela doença.

Soldados do 28 GAC auxiliaram na campanha de combate à dengue em Urussanga – Foto: Prefeitura de Urussanga/Divulgação/NDSoldados do 28 GAC auxiliaram na campanha de combate à dengue em Urussanga – Foto: Prefeitura de Urussanga/Divulgação/ND

De acordo com o último informe epidemiológico divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica em Santa Catarina,  já são 32.206 casos confirmados da doença – destes, 28.752 são autóctones, ou seja, foram contraídos dentro do estado.

Na ação em Urussanga, agentes comunitárias de saúde e soldados do 28º GAC, estiveram visitando bairros da cidade. “O exército com o viés da mão amiga, auxilia essa conscientização e ajuda a população civil a diminuir os grandes casos que estão acontecendo aqui na região. Para nós é uma grande satisfação participar desta ação”, afirmou o Sargento Gimenes, que atuou com sete soldados.

Segundo a Fiocruz, os ovos do Aedes aegypti possuem forma alongada e são bem pequenos (medem cerca de 0,4 mm), difíceis de serem observados.  No momento da postura os ovos são brancos, mas rapidamente escurecem e tornam-se negros e brilhantes. Eles adquirem resistência ao ressecamento muito rápido. Aproximadamente 15h após a postura eles já são capazes de resistir a longos períodos de baixa umidade, podendo ficar até 450 dias no seco. Esta resistência permite que sejam transportados a grandes distâncias, em recipientes secos, e que sobrevivam por um ano inteiro até o próximo verão, quando o clima chuvoso e quente poderá levar à sua eclosão e à formação das larvas e, depois, do mosquito.

A transmissão da dengue se dá pela picada do mosquito fêmea infectado pelo vírus, que se infecta, picando pessoas doentes. Não há transmissão pelo contato de um doente ou suas secreções com uma pessoa sadia, nem fontes de água ou alimento.

A única maneira de evitar a dengue é não deixar o mosquito nascer. Para isso:

Evite que a água da chuva fique depositada e acumulada em recipientes como pneus, tampas de garrafas, latas e copos. Não acumule materiais descartáveis desnecessários e sem uso em terrenos baldios e pátios. Trate adequadamente a piscina com cloro. Se ela não estiver em uso, esvazie-a completamente sem deixar poças de água. Manter lagos e tanques limpos ou criar peixes que se alimentam de larvas. Lave com escova e sabão as vasilhas de água e comida de seus animais de estimação pelo menos uma vez por semana. Coloque areia nos pratinhos de plantas e remova duas vezes na semana a água acumulada em folhas de plantas. Em bromélias, utilizar jato forte de água na axila das folhas a cada dois dias. Mantenha as lixeiras tampadas, não acumule lixo/entulhos e guarde os pneus em lugar seco e coberto. Os locais mais prováveis para que a fêmea coloque os ovos são os que ficam à sombra e com água limpa.

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