Com vacinação antecipada, forças de segurança ficam na frente de pessoas com comorbidades

Ministério da Saúde alterou a ordem de prioridade nesta quarta-feira (31); parte dos trabalhadores entra no próximo lote de doses

Parte das forças de segurança e Forças Armadas será incluída no próximo lote de vacinas contra a Covid-19, que deve ser distribuído nesta quinta-feira (1º). A antecipação foi anunciada nesta quarta-feira (31), pelo Ministério da Saúde, levando em conta a atuação dos profissionais no combate à pandemia.

Parte dos trabalhadores das forças de segurança entra no próximo lote de dosesParte dos trabalhadores das forças de segurança entra no próximo lote de doses – Foto: Prefeitura de Duque de Caxias/Divulgação/ND

Entram no grupo passível de vacinação trabalhadores das forças de segurança envolvidos no atendimento e transporte de pacientes, no atendimento pré-hospitalar, nas ações de imunização contra a Covid-19 e na fiscalização de medidas de distanciamento social.

A decisão foi pactuada entre a pasta, o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) e Conasems (Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde).

“Decidimos antecipar a vacinação de uma parcela desse grupo seguindo critérios que atendam o Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19 levando em conta a função que cada agente exerce para o combate à pandemia”, explicou a coordenadora do Programa Nacional de Imunização, Francieli Fontana.

Com a decisão, as funções selecionadas nas forças de segurança passarão à frente na fila de prioridades, que atualmente está concluindo os idosos de 65 a 69 anos e em seguida vai incluir os que estão na faixa de 60 a 64 ano.

Segundo o PNI, após esse segmento, seriam vacinadas as pessoas de 18 a 59 anos com comorbidades, nome dado a condições médicas que provocam maiores riscos da contaminação pelo novo coronavírus evoluir para quadros graves.

Para o coordenador da Comissão Intersetorial de Vigilância em Saúde e do Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase, Arthur Custódio, é preciso garantir vacinas para todos.

“Precisamos proteger pessoas que estão em situação vulnerável, seja no caso das doenças ou do ponto de vista social. Precisamos discutir o que é priorização. Os profissionais da atenção básica, por exemplo. E é preciso ter transparência ao debater com a sociedade quais são os grupos prioritários”, destaca.

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