Como diferenciar resfriado da gripe e da Covid-19

Médico joinvilense fala sobre as diferenças e faz alerta sobre a necessidade de manter solamento social e outros cuidados para frear avanço da pandemia em um período crítico para doenças respiratórias

Com a chegada do friozinho, espirros, nariz escorrendo, resfriados e até gripe se intensificam e junto com eles a dúvida se pode ser o novo coronavírus.

NDMais conversou com Tarcísio Crocomo, pediatra, médico do setor de controle de infecção do Hospital Regional, mestre em biotecnologia da Saúde e professor universitário.

Para ajudar a diferenciar, Crocomo explica que um resfriado causa coriza, tosse leve, discreto mal-estar, espirros e obstrução nasal. O paciente, no entanto, melhora em poucos dias.

Espirros, por exemplo, são comuns em resfriados e raros em caso de gripe e de Covid-19  – Foto: Pixabay/Divulgação NDEspirros, por exemplo, são comuns em resfriados e raros em caso de gripe e de Covid-19  – Foto: Pixabay/Divulgação ND

Já na gripe (Influenza), sintomas como febre, mal-estar, dores no corpo, tosse (geralmente seca) e cansaço são comuns, aparecem repentinamente e de forma mais intensa.

No caso da Covid-19, os sintomas começam de forma leve e podem se intensificar dentro de 14 dias. O médico chama a atenção para a dor de cabeça que tem sido relatada em muitos casos de coronavírus e a falta de ar, sintoma que deve acender o alerta.

Entretanto, há casos assintomáticos e outras pessoas que apresentam sintomas de Covid-19 de forma leve. O importante é isolar a pessoa pelo período de 14 dias para que não transmita a outras e prestar atenção aos sintomas. Em casos de sintomas severos – tosse, febre alta e dificuldade de respirar – a orientação é procurar imediatamente um Pronto-Atendimento ou emergência de um hospital.

Tanto a Influenza quanto a Covid-19 podem ter complicações e estas exigem cuidados, principalmente nos grupos de risco, chama atenção o professor.

“A Influenza apresenta os sintomas de forma mais intensa, e melhora mais rápido, além de ter tratamento. Já sobre o coronavírus, ainda não sabemos muita coisa, há muita incertezas diante do vírus, por isso é importante usar as armas que temos, como isolamento social, máscaras e cuidados na higienização”, reforça o especialista.

Crocomo lembra que se um paciente chegar com complicações, é comum o hospital investigar se é Covid-19 ou Influenza.

Ele destaca que o período é de crescimento das doenças respiratórias como um todo, o que preocupa ainda mais devido à pandemia e disponibilidade de assistência médica.

Portanto, o médico insiste que as pessoas devem fazer sua parte, tomar a vacina da gripe, cuidar com exposição em locais aglomerado, usar a máscara, seguir, de fato, o isolamento social para evitar o avanço da pandemia.

Outro alerta do professor é quanto ao risco da automedicação, especialmente pela falta de conhecimento do novo coronavírus.

Importante, segundo ele, é evitar os abusos como aglomeração social, e outras negligências. “Tenho visto muitas atividades sendo liberadas, gente nas ruas…isso é preocupante. Temos de nos atentar às estatísticas”, finaliza o especialista.

Abaixo, um quadro criado pelo Ministério da Saúde para ajudar na diferenciação dos sintomas de resfriado, gripe e novo coronavírus.

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