Como funciona o tratamento do câncer infantil

O dia 23 de novembro é o Dia Nacional do combate ao câncer infantil – Foto: Divulgação/NDO dia 23 de novembro é o Dia Nacional do combate ao câncer infantil – Foto: Divulgação/ND

O dia 23 de novembro é conhecido como o Dia Nacional do combate ao câncer infantil e, ao longo desse mês você tem acompanhado por aqui, uma série de artigos especiais sobre o tema, para que os pais, cuidadores e demais familiares descubram como lidar com a doença e de que forma podem ajudar a criança ou o adolescente durante o tratamento.

Já contamos como identificar os principais sinais e sintomas do câncer infantil e a importância de levar as crianças com frequência ao pediatra; também falamos do impacto da doença na família e da importância da presença da família durante o tratamento. Agora você irá descobrir como funciona o tratamento do câncer infantil e quais são os mais comuns.

Quais são os tipos de tratamento para o câncer infantil

Veja como funciona o tratamento do câncer infantil e quais são os mais comuns – Foto: Divulgação/NDVeja como funciona o tratamento do câncer infantil e quais são os mais comuns – Foto: Divulgação/ND

Segundo Hugo Martins, oncopediatra do Hospital Dona Helena, em Joinville, os tratamentos mais utilizados para combater o câncer infantil são: quimioterapia, radioterapia e a cirurgia, do ponto de vista médico. Esses tratamentos podem ser feitos de forma isolada ou por associação. Em casos específicos, também pode ocorrer o transplante de medula óssea.

Por exemplo: a criança pode fazer somente a quimioterapia como, caso seja necessário, fazer a quimioterapia associada à radioterapia e, também, à cirurgia.

Radioterapia

Por meio desse tratamento, os tumores são inibidos ou destruídos a partir de radiações ionizantes. Mesmo que a radioterapia seja direcionada ao tumor, pode afetar células saudáveis e causar efeitos colaterais – mas o risco em crianças é menor, já que os tecidos e órgãos ainda estão em desenvolvimento. Durante a aplicação, as radiações não são vistas e o paciente não sente nada, mas pode ter enjoos, vômito e febre, após o tratamento.

Quimioterapia

Nesse tratamento, a criança ou adolescente recebe uma aplicação de medicamentos por via intravenosa, que também podem ser tomados por via oral, intramuscular, subcutânea, na pele ou intratecal – canal espinhal para acessar o líquido cefalorraquidiano, ao redor da medula espinal.

Durante a quimioterapia, esses medicamentos se misturam ao sangue e, assim, percorrem o corpo do paciente, destruindo as células doentes e impedindo que o câncer se espalhe. Assim como na radioterapia, as células saudáveis também podem ser atingidas durante o tratamento, gerando vômito, fraqueza e queda de cabelo.

Cirurgia

A cirurgia ainda é o método mais antigo que conhecemos. A remoção do tumor por meio dela é um tipo de tratamento frequente e muito difundido. Por meio dela, os oncopediatras e cirurgiões operam o paciente para eliminar as células doentes. É interessante ressaltar que, quando a doença é identificada no estágio inicial, pode ser curada totalmente – por isso a importância de manter as visitas regulares ao pediatra. Mesmo após a cirurgia, outros tratamentos são usados para complemento, como a radioterapia e a quimioterapia.

Transplante de medula óssea

Esse tratamento é muito usado em casos de leucemia. Ele consiste na substituição das células doentes por células-tronco da medula óssea, com o objetivo de recuperá-las a partir de uma nova medula. O transplante pode ser feito com células saudáveis do corpo do próprio paciente ou de outra pessoa.

Imunoterapia

Também conhecida como terapia biológica, a imunoterapia, apesar de não ser muito conhecida e não se aplicar em todos os casos de câncer, é um tratamento eficaz que potencializa o sistema imunológico do paciente.

Por meio da imunoterapia, as células de defesa do organismo do paciente podem reconhecer o tumor e aumentar a produção de anticorpos contra ele. Ela inclui vários tratamentos que agem de formas diferentes: alguns estimulam o sistema imunológico de uma forma generalizada, enquanto outros, ajudam o sistema imunológico a atacar especificamente as células cancerígenas.

“Cada vez mais tem surgido a medicina de precisão, que é conhecer cada vez mais a biologia molecular do tumor, a sua genética, para oferecer o tratamento mais direcionado, personalizado à criança, para que ela receba a dose adequada, diminuindo os seus efeitos colaterais e aumentando a sua taxa de cura” – conta o oncopediatra Hugo Martins sobre os avanços da medicina no tratamento do câncer infantil.

No Hospital Dona Helena conta com um centro de oncohematologia pediátrica, o tratamento também é associado ao acompanhamento de uma equipe multiprofissional – Foto: Divulgação/NDNo Hospital Dona Helena conta com um centro de oncohematologia pediátrica, o tratamento também é associado ao acompanhamento de uma equipe multiprofissional – Foto: Divulgação/ND

No Hospital Dona Helena, que conta com um centro de oncohematologia pediátrica, o tratamento também é associado ao acompanhamento de uma equipe multiprofissional, com psicólogos, dentistas, pedagogos, fonoaudiólogos, entre outros profissionais da saúde. Ainda de acordo com o oncopediatra Hugo Martins, quando a criança adoece, isso interfere em sua qualidade de vida e as mudanças necessárias diante do tratamento, impactam tanto o paciente, quanto sua família.

O time de profissionais do Dona Helena auxilia em todo esse processo: desde a adaptação da criança e de seus familiares a essa nova rotina, explicando como é a doença, o tratamento, os exames, os efeitos colaterais da radioterapia ou quimioterapia e, também, na saída da criança da escola e na queda do cabelo.

Para saber mais sobre o centro de oncohematologia pediátrica do Hospital Dona Helena e a equipe multidisciplinar, acesse o site.

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