Confira a eficácia de cada vacina contra Covid-19

ND+ traz o índice de eficácia geral de cada uma das vacinas aprovadas no Brasil

Vacina boa é aquela no braço. Mas para quem quiser saber a eficácia de cada uma das vacinas aprovadas no Brasil, ND+ traz abaixo uma relação com informações importantes sobre os imunizantes, que também estão disponíveis no site da Anvisa.

vacina contra covidEficácia é a capacidade da vacina em proteger o organismo contra os vírus – Foto: Leo Munhoz/ND

Comirnaty (Pfizer/Wyeth) – Estados Unidos

  • Eficácia geral (global): 95% após a segunda dose e usa a técnica de RNA mensageiro para a produção da imunidade. Tem intervalo de 3 meses entre a primeira e a segunda aplicação.
  • Quantidade de doses para imunização: duas doses. A segunda dose deve ser aplicada com um intervalo maior ou igual a 21 dias após a primeira.
  • Faixa etária autorizada: a partir de 12 anos.
  • Tecnologia: RNA mensageiro sintético.
  • Observações: até o momento, esta é a única entre as vacinas autorizadas no Brasil com indicação para menores de 18 anos.

Coronavac (Butantan) – China

  • Eficácia geral (global): 50,38%. Desenvolvida pela chinesa Sinovac e produzida aqui pelo Instituto Butantan. Ela usa o vírus inativado, ou seja, o vírus morto para estimular a produção de imunidade.
  • Quantidade de doses para imunização: duas doses. O intervalo recomendado entre as doses é de até 28 dias.
  • Faixa etária autorizada: a partir de 18 anos.
  • Tecnologia: antígeno do vírus inativado.
  • Observações: uso emergencial aprovado em 17/1

Janssen Vaccine (Janssen-Cilag) – Estados Unidos

  • Eficácia geral (global): 66,1%
  • Quantidade de doses para imunização: dose única.
  • Faixa etária autorizada: a partir de 18 anos.
  • Tecnologia: vetores de adenovírus sorotipo 26 (Ad26)
  • Prazo de validade: Quatro meses e meio quando armazenada na temperatura entre 2°C e 8°C. Após aberto, o frasco pode ser utilizado em até seis horas.

Oxford/Covishield (Fiocruz e Astrazeneca) – Reino Unido

  • Eficácia geral (global): 70,4%. É desenvolvida em parceria com a universidade de Oxford e produzida no Brasil pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).
  • Quantidade de doses para imunização: duas doses. A segunda dose deve ser aplicada entre 4 e 12 semanas após a primeira.
  • Faixa etária autorizada: a partir de 18 anos.
  • Tecnologia: vetor adenovírus recombinante.
  • Observações: Este imunizante usa o vírus resfriado para a produção de anticorpos.

Sputnik (União Química) – Rússia

  • Eficácia geral (global): 91,6%. Está autorizada parte da importação com condições de controle.
  • Quantidade de doses para imunização: duas doses. A segunda dose deve ser aplicada 21 dias após a primeira.
  • Faixa etária autorizada: indivíduos adultos ≥ 18 anos e < 60 anos. 
  • Tecnologia: Adenovírus D-26 D-5
  • Observações: A vacina não deverá ser utilizada em gestantes, puérperas, lactantes e indivíduos com comorbidades. A importação foi autorizada por força da Lei 14.124/2021 e que por isso os aspectos de qualidade, segurança e eficácia da vacina foram atestados por meio do registro concedido pela autoridade sanitária da Rússia.

Covaxin (Precisa) – Índia

O que significa eficácia?

Pode-se dizer que eficácia é a capacidade da vacina em proteger o organismo. No caso da Covid-19, o imunizante protege contra o SARS-CoV-2.

Importante frisar, no entanto, que a eficácia das vacinas aprovadas no Brasil referem-se ao grupo de indivíduos (voluntários) que participaram do estudo.

Já segurança significa que a vacina não traz riscos à saúde. Por conta disso, a segurança da vacina é analisada durante toda a fase clínica da pesquisa, especialmente na primeira fase, com número reduzido de participantes.

Além das seis vacinas aprovadas, há nove outras em análise na Anvisa.

Paro diretor da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), Renato Kfouri, não há motivos para desconfiança das vacinas: “São eficazes na prevenção de formas graves da doença. Dificilmente alguém com as duas doses da vacina vai ter Covid grave. Isso é uma ótima notícia. A segunda é que todas as vacinas são igualmente seguras. Os efeitos colaterais que podem acontecer – dor, febre, mal estar – são leves e transitórios e muito menos importantes do que a gravidade de uma Covid”.

Segundo a Anvisa, a vacina é uma estratégia coletiva. “O importante é estar vacinado e em torno de pessoas também vacinadas.  Cada vacina tem um perfil específico de efetividade que está declarado na bula dos produtos”, complementou o órgão. 

Participe do grupo e receba as principais notícias
de Joinville e região na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.
+

Saúde

Loading...