Confira as declarações de Mandetta à CPI da Covid-19

Ex-ministro da Saúde defendeu sua gestão a frente da pasta, em 2020, e afirmou que os respiradores comprados à época "seguram a epidemia até hoje"

O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, prestou depoimento nesta terça-feira (4) à CPI da Covid, e afirmou que a ciência foi um dos principais critérios usados por ele na tomada de decisões em relação à Covid-19.

No Senado, ele garantiu que, sob seu comando, a pasta foi conduzida com base em três pilares: a defesa intransigente da vida; a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS); e a ciência como elemento de decisão.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anuncia, nova formulação de medicamento para tratamento da tuberculose para crianças – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Divulgação/NDO ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anuncia, nova formulação de medicamento para tratamento da tuberculose para crianças – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil/Divulgação/ND

Durante a fase de perguntas, Mandetta rechaçou declarações do relator Renan Calheiros (MDB-AL) de que no início da pandemia o Ministério da Saúde tivesse orientado pacientes a buscar serviços de saúde apenas quando tivessem sintomas severos como falta de ar. “Isso não foi verdade. Estávamos no mês de fevereiro, janeiro. Não havia um caso registrado no país, disse.

Perguntado sobre a compra de insumos, disse que foi feita a lista de tudo que era necessário para tratamento da doença, mas que houve dificuldades por causa da alta demanda no mercado internacional.

“O mercado estava convulsionado, mas as medidas foram tomadas. Iniciamos o processo de compra de 24 milhões de kits. Fui exonerado e não pudemos fazer todo o plano”, declarou o ex-ministro.

Mandetta disse ainda que foram comprados 15 mil respiradores para todo o território nacional. “Foi quando todos queriam comprar de forma desorganizada, tinha briga entre Estados, empresas vendendo mais que a capacidade de entrega. Nós fizemos monitoramento e são esses respiradores que seguram até hoje a epidemia. Os 15 mil foram entregues”, completou.

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