Confirmado 1º caso de transmissão humano-animal do coronavírus

Cão de dona que tinha o novo vírus testou positivo em Hong Kong e contraprova confirmou caso; cachorro está em quarentena

Autoridades de saúde de Hong Kong confirmaram nesta quarta-feira (4) que o cão que havia testado positivo para SARS-CoV2 (novo coronavírus que causa a doença covid-19) realmente estava infectado. As informações são do repórter Fernando Mellis, do Portal R7.

As autoridades confirmaram que a tutora do animal, da raça Lulu da Pomerânia, também estava infectada pelo coronavírus. É o primeiro caso de transmissão humano-animal nesta epidemia.

Cachorro tinha baixa carga viral – Foto: Portal R7/Reprodução/Facebook/South China Morning Post/ND

O jornal local South China Morning Post noticiou que o cachorro testou por duas vezes “positivo fraco”, o que indicaria um possível caso de infecção em superfície.

“É positivo para os testes e foi infectado. Agora está em quarentena em um centro. Testes adicionais serão conduzidos e [o cão] não será liberado até que retornem resultados negativos [até que esteja curado]”, disse a ministra da Saúde de Hong Kong, Sophia Chan Siu-chee.

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Posteriormente, o Departamento de Saúde acrescentou que foram consultados especialistas da Organização Mundial de Saúde Animal e de universidades e que todos “concordaram unanimemente” que é provável que seja um caso de transmissão humano-animal.

Porém, não há evidências científicas de como teria ocorrido essa transmissão. A professora Vanessa Barrs, da City University, em Hong Kong, afirmou ao South China Morning Post que as pessoas não devem entrar em pânico.

“Esses resultados dos testes sugerem que o cão tem um baixo nível de infecção, que também foi encontrado em vários animais de estimação na epidemia de SARS [síndrome respiratória aguda grave] em 2003. A experiência anterior com a SARS sugere que cães e gatos não adoecem ou transmitem o vírus aos seres humanos. Naquela época, um pequeno número de animais de estimação deu positivo, mas nenhum ficou doente. É importante ressaltar que não havia evidências de transmissão viral de cães ou gatos para humanos.”

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