Conheça o único bairro de Florianópolis sem casos ativos de Covid-19

Em contrapartida, outro bairro registra 136 casos ativos da doença; população jovem foi a mais infectada pelo coronavírus nas últimas semanas

O cenário da pandemia é crítico em todas as regiões de Santa Catarina. Na Capital catarinense, dentre os 49 bairros, apenas um conseguiu desviar do avanço do novo coronavírus e do crescimento de casos ativos da Covid-19. 

Bairro de Florianópolis Apenas um bairro de Florianópolis não tem casos ativos da Covid-19 – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/ND

Trata-se do bairro Costa da Lagoa, localizado na região Leste de Florianópolis. Desde o início da pandemia, a região teve 42 casos confirmados da doença e todos se recuperaram, isto é, nenhum óbito foi registrado.

Os dados são da GVE (Gerência de Vigilância Epidemiológica), e foram atualizados na manhã desta terça-feira (2).

Em contrapartida, o Centro de Florianópolis apresenta um quadro completamente diferente. A região conta com 136 casos ativos de Covid-19, 3.747 casos confirmados até então e 46 mortes.

Em seguida, estão os bairros Ingleses e Itacorubi, com 79 e 68 casos ativos, respectivamente. Os dois bairros juntos somam 36 óbitos.

Confira os casos por bairros:

Casos se concentram em microrregião

De acordo com o boletim publicado pelo Necat (Núcleo de Estudos e Economia Catarinense) da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) no último sábado (27), a microrregião de Florianópolis concentra 90% de casos da Covid-19 na região da Grande Florianópolis.

No âmbito interno dessa microrregião, as quatro cidades próximas à área da Capital (Florianópolis, Biguaçu, Palhoça e São José) continuavam concentrando a maior parte dos casos da doença na última semana de fevereiro.

Já a microrregião de Tijucas concentra 8,5% dos registros, enquanto a microrregião do Tabuleiro, composta por municípios pequenos e de baixa densidade populacional, representava 1% de todos os casos da Grande Florianópolis.

Jovens são os mais infectados

O secretário de Saúde de Florianópolis, o médico Carlos Alberto Justo da Silva, o Paraná, destacou que a população jovem foi a mais diagnosticada com o vírus nas últimas semanas. O principal motivo apontado por ele são as aglomerações nas praias e festas.

Segundo Justo, o aumento no número de jovens contaminados é preocupante porque cerca de 80% desses pacientes são assintomáticos, o que aumenta os casos de contaminação no Estado.

Uma das iniciativas anunciadas pelo secretário municipal de Saúde é a possível implementação de novos centros de vacinação em espaços da Capital.

O prédio do antigo aeroporto Hercílio Luz, no Sul da Ilha; drive-thru no 63º Batalhão da Infantaria do Exército, no Estreito e drive-thru e cabines isoladas no Centro de Eventos Governador Luiz Henrique da Silveira, no Norte da Ilha, foram algumas das opções apresentadas.

Situação dos leitos de UTI

A taxa de ocupação geral de leitos de UTI na região da Grande Florianópolis é de 97%. As informações são do painel de leitos da Secretaria de Estado da Saúde.

Se analisarmos somente os leitos adultos específicos para tratamento da Covid-19 a situação é ainda pior: a taxa é de 100%. Todos os 214 leitos disponíveis estão ocupados.

Veja a taxa de ocupação dos leitos gerais por hospital:

  • Cepon: 100%
  • Hospital de Caridade: 100%
  • Hospital Florianópolis: 100%
  • Hospital Governador Celso Ramos: 100%
  • Hospital Infantil Joana de Gusmão: 75%
  • Hospital Nereu Ramos: 100%
  • Hospital Universitário: 100%
  • Maternidade Carmela Dutra: 90%

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