Conselho de Medicina em Santa Catarina se manifesta sobre tratamento retal com ozônio

Instituição afirma que prescrição de ozonioterapia pelos médicos é proibida; tratamento foi proposto pelo prefeito de Itajaí

O CRM-SC (Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina) emitiu uma nota nesta terça-feira (4) para esclarecer que o tratamento com ozônio para a Covid-19 não tem eficácia comprovada e é proibido no Estado.

O prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB), sugeriu a aplicação de ozônio pelo ânus para pacientes que apresentem sintomas da Covid-19. O assunto foi abordado por ele durante uma live que foi ao ar na segunda-feira (3). A proposta do prefeito teve grande repercussão inclusive internacional.

Conselho Regional de Medicina emitiu nota sobre o uso do tratamento por ozônio contra a Covid-19 – Foto: Bruna Stroisch/NDConselho Regional de Medicina emitiu nota sobre o uso do tratamento por ozônio contra a Covid-19 – Foto: Bruna Stroisch/ND

Na nota, o Conselho Regional de Medicina explica que todas as formas de tratamento precisam passar por validação da entidade antes de serem prescritas por médicos.

O tratamento com ozônio, no entanto, já foi proibido em uma resolução emitia em 2018 pelo CFM (Conselho Federal de Medicina).

Há exceção apenas em casos de estudos em caráter experimental, com base em protocolos e critérios específicos.

A entidade esclarece, ainda, que a medida “está longe” de ser uma unanimidade positiva, uma vez que os estudos ainda carecem de pesquisas e trabalhos científicos.

Confira a nota na íntegra:

“O CRM-SC esclarece que todas as formas de tratamento, não apenas relacionados a COVID-19, devem ser validados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O CFM emitiu Resolução (CFM 2181/2018) que proíbe aos médicos a prescrição de ozonioterapia dentro dos consultórios e hospitais.

A exceção pode acontecer em caso de participação dos pacientes em estudos de caráter experimental, com base em protocolos clínicos e critérios definidos pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa.

A norma federal também deixa claro que o seu uso benéfico em tratamentos clínicos ainda está longe de ser uma unanimidade positiva, já que o volume de estudos e trabalhos científicos adequados sobre a prática ainda é incipiente e não oferece as certezas necessárias. Esse assunto exige mais pesquisa em busca de conhecimento sobre o tema.”

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Saúde

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