Conselho de secretários municipais de saúde cria comissão interna para discutir situação do Samu

O grupo foi criado durante a última reunião com o Estado quando foi apresentada a proposta de reduzir as centrais de regulação do serviço em Santa Catarina

Terminou sem definições a reunião da CIB (Comissão Intergestores Bipartide) entre o secretário de Estado da Saúde,  João Paulo Kleinubing, e secretários municipais de saúde durante o encontro do Cosems (Conselho de Secretarias Municipais de Saúde), na última semana em Laguna para tratar das questões que envolvem a redução das centrais de regulação e todas as operações do serviço do Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência). A proposta de mudança foi apresentada aos integrantes, e o conselho formou uma comissão para avaliar com mais detalhes as informações apresentadas pelo Estado.

Divulgação/ND

Intenção é enxugar a estrutura do Samu em Santa Catarina

Segundo o presidente do Cosems, secretário de Saúde do município de Caibi, Sidnei Bell, agora que a ideia foi apresentada oficialmente, o conselho discutirá a pauta em uma nova reunião prevista para a primeira quinzena de agosto. No encontro estarão os integrantes do Samu nos municípios.

:: Governo de Santa Catarina estuda enxugar estrutura do Samu

Ele afirma que “o assunto não vai andar tão rápido quanto o Estado espera” e que foi decidido criar a comissão porque esta questão e outras relacionadas ao serviço ainda não está totalmente clara aos municípios, assim como questões de financiamento nas cidades para execução do serviço se as centrais forem unificadas.  “Uma das questões levantadas por parte dos municípios também é que o serviço deva ficar com o Estado e não com empresa que administra hoje”, declarou.

Além disso, os integrantes do conselho sugeriram unificar as regulações de internação (dos hospitais) e emergência (basicamente feita pelo Samu hoje).  Segundo Bell, o Estado se prontificou em avaliar as sugestões do conselho. “Agora acredito que as duas parte vão reavaliar os assuntos”, disse.

Proposta de unificação

A ideia é que uma única central, em Florianópolis, passe a receber todas as chamadas do 192 e distribua para o atendimento nas bases regionais onde ficam as ambulâncias. Com a medida, o custo do serviço para o Estado poderia passar de R$ 9,3 milhões para R$ 7,4 milhões por mês, uma diminuição de R$ 1,9 milhão. O governo economizaria com o desligamento de 109 funcionários e teria menos despesas e também com estrutura física e administrativa. A expectativa inicial do Estado era que a mudança, se aprovada, fosse efetivada até outubro, mas o secretário de Estado de Saúde, João Paulo Kleinubing, prefere não falar mais em prazos.

Questionada sobre como seria o processo das demissões, valores e reorganização da estrutura – mudanças que segundo o secretário seriam feitas pela administradora do serviço, a SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina) informou apenas que concorda com a iniciativa da Secretaria Estadual da Saúde de Santa Catarina, “pois é ela quem dá as diretrizes em políticas de saúde”. A empresa tem previsão de R$ 1,3 milhão/mês para as demissões e em entrevista ao Notícias do Dia por e-mail no mês de junho a superintendência da instituição informou que o provisionamento é um recurso previsto em orçamento para as despesas de rescisões trabalhistas, durante e ao final, do Contrato de Gestão.

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