Fabio Gadotti

Comportamento, políticas públicas, tendências e inovação. Uma coluna sobre fatos e personagens de Florianópolis e região.


Contra lockdown, empresários pedem cerco a festas clandestinas

Lideranças dizem que comércio, bares e restaurantes estão cumprindo rígidos protocolos de prevenção à Covid-19

Preocupadas com a possibilidade de medidas restritivas mais radicais para combater a Covid-19, por conta da iminência de colapso na rede hospitalar de SC, lideranças empresariais estão fazendo apelos para que o poder público feche o cerco contra aglomerações e baladas ilegais.

E estão reforçando a mensagem de que o comércio e o setor de entretenimento estão cumprindo os protocolos e não podem ser penalizados neste momento de agravamento da crise sanitária.

Segundo Raphael Dabdab, presidente da Abrasel em SC,  bares, restaurantes estão seguindo “rígidos e elogiados protocolos sanitários”. Segundo ele, declarações de integrantes do governo estadual “sugerindo novos fechamentos tentam esconder a falta de fiscalização dos verdadeiros responsáveis: as aglomerações ilegais em eventos e baladas”. É uma referência a Eduardo Campos Oliveira, infectologista da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), que defendeu um novo lockdown para frear o avanço da Covid-19.

Entidades dizem que os principais focos de transmissão da Covid-19 não estão na atividade empresarial regular – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/NDEntidades dizem que os principais focos de transmissão da Covid-19 não estão na atividade empresarial regular – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/ND

Na mesma linha, o presidente da Acif (Associação Empresarial de Florianópolis, Rodrigo Rossoni, argumenta que “a disseminação da doença ocorre, principalmente, nas baladas e nos eventos clandestinos”, o que reforça, segundo ele, “a necessidade de união e consciência das pessoas, mantendo a proteção dos grupos de risco”.

Rossoni defende o “acolhimento precoce, que salva vidas e pode auxiliar em evitar o agravamento da doença se aplicado logo nos primeiros sintomas”. Para ele, “os principais focos de transmissão estão longe da atividade empresarial regular”.