Copa América terá testes a cada 48h e controle de deslocamento

Competição que começa no próximo dia 13 de junho, no Brasil, e já chega sob muita polêmica, teve o "aval" do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou na noite desta segunda-feira (7) os protocolos de segurança sanitária da Copa América no Brasil que acontecerá entre 13 de junho e 10 de julho.

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que assegurou a segurança da realização da polêmica competição em território brasileiro – Foto: Myke Sena/Divulgação/NDMinistro da Saúde, Marcelo Queiroga, que assegurou a segurança da realização da polêmica competição em território brasileiro – Foto: Myke Sena/Divulgação/ND

Entre as medidas anunciadas estão a realização de testes do tipo RT-PCR a cada 48 horas, controle nos hotéis (andares separados, quartos individuais e restrição a saídas), voos fretados na locomoção entre as cidades-sede, higienização de transportes antes e depois do uso (com ônibus específicos para cada delegação) e isolamento dos ambientes de treinos e refeições.

Segundo Queiroga, nos dias em que o exame PCR não for feito, os atletas serão submetidos a testes rápidos. Toda a força de trabalho dos estádios também será testada, assim como eventuais convidados, sempre 48h antes de cada partida.

O ministro confirmou que as sedes dos jogos serão Brasília, Cuiabá, Goiânia e Rio de Janeiro (onde acontecerá a final do torneio). Como havia sido anunciado anteriormente, não haverá público.

Queiroga lembrou que outros campeonatos esportivos estão ocorrendo no Brasil no momento e que não há obstáculo para que a Copa América seja realizada, desde que todos os protocolos de segurança sejam cumpridos. “Estaremos num ambiente sanitário controlado e monitorado pelas autoridades de estados e municípios”, afirmou.

O ministro disse, ainda, que não haverá esquema de vacinação exclusiva para os jogadores. “Se vacinar os atletas nesse momento, eles não teriam a imunidade no momento do campeonato”, afirmou. “Não é uma imposição a questão da vacina. Os que estiverem vacinados, melhor, mas não se fará um esforço para vaciná-los agora porque a vacina poderia dar uma reação que poderia inviabilizar a participação (no torneio).”

O presidente da Comissão de Médicos do Futebol, Jorge Pagura, que também participou da coletiva, afirmou que os protocolos foram muito bem elaborados. “O menor espaçamento de testagem e todas as outras medidas vão garantir a segurança do evento.”

Mudança de sedes

A Argentina deixou de ser sede da Copa América devido à piora da pandemia no País. O ministro do Interior, Wado de Pedro, disse que organizar o torneio seria inviável, principalmente em Mendoza, Córdoba, Buenos Aires, Tucumán e Santa Fé. A Argentina já registrou 3,6 milhões de casos, com mais de 76 mil mortes.

Já a Colômbia abriu mão da competição ainda na semana passada. O País vive protestos populares nas últimas semanas. Mesmo as partidas da Copa Libertadores têm acontecido com dificuldades devido às manifestações.

Sem a Argentina e a Colômbia, a Conmebol informou na segunda-feira passada (31) que a competição seria realizada no Brasil. O presidente da entidade, Alejandro Dominguez, chegou a agradecer o presidente Jair Bolsonaro e à CBF (Confederação Brasileira de Futebol) pelo apoio para dar sequência ao torneio mais antigo de seleções.

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