Covid-19 em Joinville: 46% dos internados em UTI morrem

Declaração foi dada pelo secretário de saúde em dia de recorde de mortes por causa da Covid-19 em Joinville

“Se 20 mortes não chamam a atenção, não sei mais o que pode chamar”. A declaração forte, em tom de desabafo, é do secretário de Saúde de Joinville, Jean Rodrigues da Silva, depois que 20 pessoas morreram por causa da Covid-19 na cidade nesta quinta (25), maior número de óbitos em um único dia desde o início da pandemia.

Mas o pior cenário, segundo ele, ainda está por vir. No momento, 186 pessoas estão internadas em leitos de UTI adulto e 193 em leitos de enfermaria nos hospitais públicos e privados de Joinville, o que resulta em impressionantes 379 internações.

Joinville tem 379 pessoas internadas com Covid-19 – Foto: Carlos Jr./NDJoinville tem 379 pessoas internadas com Covid-19 – Foto: Carlos Jr./ND

Os casos mais graves, obviamente, são os de pessoas que estão intubadas nas UTIs e é ali que o índice de mortes assusta. Conforme Jean, as estatísticas mostram que 46% dos internados no setor de terapia intensiva (UTI) acabam morrendo, ou seja, de cada dois pacientes na UTI, um morre.

Conforme o último relatório da Secretaria de Estado da Saúde, 96 pessoas residentes na região Norte catarinense aguardam um leito de UTI e outras 90 estão na fila por um leito clínico, números bem superiores à capacidade instalada.

“É muito triste essa situação. Temos 379 pessoas internadas nos hospitais de Joinville com Covid-19 e tem gente que ainda não leva a sério a situação. Precisamos urgentemente mudar esse entendimento, usar máscara, evitar aglomerações, higienizar as mãos. Só assim vamos vencer essa batalha”, ressalta.

Da mesma forma que o prefeito Adriano Silva, Jean também acredita que o fechamento total da cidade, com o chamado lockdown, não vai diminuir a curva de contágio e aliviar a pressão sobre o sistema de saúde. “Volto a repetir. O que precisa é haver a conscientização das pessoas. Estamos fazendo fiscalizações pela cidade e as pessoas continuam desobedecendo as regras”, pondera.

No dia em que Joinville bateu recorde de mortes, um novo decreto foi publicado pela prefeitura, flexibilizando horários e permitindo o acesso, antes proibido, a alguns estabelecimentos.

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Saúde