Covid-19: infectologista explica porque vacinados ainda correm risco de morte

Muitos questionamentos surgiram com a morte da técnica de enfermagem de Itajaí, Zeni Pereira Bueno, que teria tomado as duas doses do imunizante

Por estar fora do grupo de risco e possivelmente ter sido imunizada com as duas doses de vacina contra a Covid-19, a morte da técnica de enfermagem Zeni Pereira Bueno, de 53 anos, levantou muitos questionamentos, afinal, ela deveria estar imune ao quadro grave da doença.

Zeni foi levada ao hospital Santo Antônio em Itapema na última sexta-feira (26), já em um quadro grave da doença. Ela aguardava a liberação em um leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) em algum hospital da região, mas não resistiu até transferência.

O médico infectologista Martoni Moura e Silva explicou em uma entrevista ao Balanço Geral Itajaí alguns questionamentos levantados por telespectadores sobre a vacina.

Silva iniciou explicando que há um período para que o imunizante tenha efeito e proteja o organismo. “Infelizmente a gente tem um tempo para produzir os anticorpos após tomar a vacina, esse tempo gira em torno de 14 dias, que é quando começa a produção de anticorpos em nosso organismo e nesse intervalo pode se adquirir uma infecção ou mesmo se reinfectar e durante esse intervalo a pessoa ainda esta desprotegida”, destacou.

Por fim, Silva reiterou a importância da vacina. “É importante fazer o uso do imunizante assim que ele estiver disponível, independente do fabricante”.

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BG Itajaí