Covid-19 está mais letal em SC e atual onda de casos apresenta queda no Oeste

Queda na transmissibilidade e melhora no rastreamento de pacientes aponta para o fim da atual onda de Covid-19 que atingiu gravemente Oeste de SC

Em meio ao cenário de colapso na saúde, a transmissibilidade da Covid-19 teve queda em Santa Catarina, mas a taxa de mortes continua alta, mostra o último mapa de risco divulgado neste sábado (3) pela Ses (Secretaria Estadual de Saúde). O cenário aponta para o abrandamento da atual onda de casos no Oeste, mas também para o aumento da agressividade do vírus.

Covid-19 está mais letal em SC, mas atual onda de casos está diminuindoCatarinenses não podem relaxar medidas de proteção e devem evitar ondas mais graves da pandemia, alertam epidemiologistas- Foto: Pixabay/Divulgação/ND

Os mapas de risco refletem a situação da pandemia nos últimos 15 dias, explica Fabiana Schuelter Trevisol, professora e epidemiologista da Unisul (Universidade do Sul de Santa Catarina). Entretanto pouco predizem quanto ao comportamento futuro da pandemia.

Dentre as principais mudanças deste novo mapa está a reclassificação da região de Xanxerê, que agora está em nível grave. É a primeira vez em cinco semanas que há uma região fora do nível gravíssimo. Contribuí para a reclassificação principalmente a queda no número de casos positivos.

Em todo o Estado houve melhora nos índices de transmissibilidade. Agora todas regiões estão em nível grave – na atualização anterior, cinco regiões estavam em nível gravíssimo.

Maior letalidade e hospitais lotados

Apesar da melhora na transmissibilidade, a taxa de letalidade vem crescendo em Santa Catarina. Ela indica o número de óbitos entre os casos confirmados da doença. Entre os dias 5 e 30 de março, a taxa saltou de 1,12% para 1,35%, o que levou Santa Catarina a deixar de ser o estado com a menor letalidade no Brasil.

“O atual perfil da Covid-19 em Santa Catarina é o de um vírus mais agressivo, com maior capacidade de infectividade e letalidade” explica o professor Jefferson Traebert, epidemiologista e professor da Unisul, com bas em análises epidemiológicas.

Outro fator que contribuí para o aumento do número de mortos é colapso no sistema de saúde, que não da mais conta da demanda, pontua Traebert. Neste atualização, todas as regiões estão em nível gravíssimo quanto a capacidade de atenção.

Fim da atual onda no Oeste

Toda a região do Oeste está em nível grave no evento sentinela, que é a capacidade em isolar e atender os pacientes logo nos primeiros dias de infecção.

Para Schuelter é natural que a região seja a primeira a apresentar melhoras. Isso porquê foi atual onda de casos no Estado teve início no Oeste catarinense. Com o a diminuição de casos, a previsão é de filas menores em enfermarias e UTIs da região nas próximas semanas.

“Toda epidemia tem essas características. Ocorre a elevação de casos e, depois que atinge um ponto alto, de número máximo, ocorre a queda” afirma Schuelter. O mapa reflete a situação nos últimos dias e ondas tão graves podem atingir a região se os cuidados não forem mantidos, alerta Schuelter.

+

Saúde