Covid-19: quanto tempo leva para estar imunizado após tomar a 2ª dose?

Reportagem do ND+ ouviu dois especialistas sobre os imunizantes utilizados no Estado: Sinovac/Butantan e Astrazeneca/Fiocruz; confira

Dando andamento à campanha de vacinação, Santa Catarina recebeu uma nova remessa com 144,7 mil doses de imunizantes contra a Covid-19 na manhã desta quinta-feira (8).

Mesmo quem tomar as duas doses deve manter as medidas de prevenção – Foto: PixabayMesmo quem tomar as duas doses deve manter as medidas de prevenção – Foto: Pixabay

Segundo boletim da Dive (Diretoria de Vigilância Epidemiológica), divulgado nesta quarta (7), 191.607 pessoas já receberam a segunda dose da vacina no Estado.

A dúvida, no entanto, é: quanto tempo após tomar a segunda dose a pessoa estará “imunizada”?

Para entender o tema, a reportagem do ND+ entrou em contato com dois especialistas: a enfermeira coordenadora do Plano Municipal de Vacinação de Florianópolis, Sandra Regina da Costa, e o médico infectologista, Martoni Moura e Silva.

De acordo com a coordenadora, tanto para a vacina Sinovac/Butantan quanto para a Astrazeneca/Fiocruz, que são as duas utilizadas no Estado até o momento, o prazo para a pessoa ser considerada imunizada é de 28 dias após a aplicação da segunda dose.

“Você demora, depois da segunda dose, de 28 a 30 dias para formar a imunidade. Como todas as vacinas, independente de laboratório, estão em estudo, a gente não sabe se a vacina irá nos trazer imunidade permanente. Após a segunda dose, passados 28 dias, você está no máximo da sua proteção. Pode ser que tenhamos que repetir daqui a um ano, pode ser que nunca precise repetir. Isso só saberemos quando os estudos avançarem”, explica Sandra.

Taxa de eficácia:

  • Sinovac/Butatan: soro-converteram (tiveram imunidade) 97% das pessoas que foram avaliadas, foi demonstrada eficácia depois de 28 dias depois da segunda dose. Também é calculado se a vacina é eficaz para prevenção de casos sintomáticos. Ou seja, se você tiver Covid e precisar de assistência ambulatorial, a vacina reduz (é eficaz) em até 77,96% dos casos.
  • Astrazeneca/Fiocruz: pesquisas indicam que essa vacina, depois da segunda dose, tem 99% de eficácia. Nos indivíduos com comorbidades ela tem eficácia de 73,43%.

“São vacinas consideradas eficazes diante da pandemia”, avalia Sandra. “Em geral todas as vacinas de vírus demoram em torno de 14 dias para começar a fazer a formação de anti-corpos. No caso das duas vacinas para Covid, elas atingem esse período de soroconversão em 28 dias”, pontua a profissional.

Prevenção deve continuar

Apesar disso, mesmo após esse período, a pessoa deve continuar seguindo as medidas preventivas contra a Covid-19.

“Mesmo com as duas doses, mesmo passando os 28 dias da segunda, as pessoas continuam tendo que manter o distanciamento social, fazendo o uso de máscaras e álcool em gel. Ainda temos variantes e os estudos seguem em andamento”, alerta Sandra.

Uso de máscara de proteção contra o novo coronavírus deve continuar – Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Governo de SCUso de máscara de proteção contra o novo coronavírus deve continuar – Foto: Ricardo Wolffenbuttel/Governo de SC

O objetivo da vacinação é que haja uma imunização em massa para que se chegue a um patamar onde seja possível restringir a circulação do vírus.

“A vacina protege das formas graves da doença. Você mantendo o distanciamento não vai passar para outra pessoa e assim contribui para que o vírus pare de circular”, pontua Silva.

Quem tomou as duas doses pode ser infectado?

Mesmo quem já está devidamente vacinada, a pessoa ainda assim pode ser infectada. A situação acontece pois nenhuma vacina é 100% eficaz.

“No intervalo entre uma dose e outra você não atingiu todo o grau de imunidade e pode vir a adquirir formas graves da doença. Já a partir das duas doses, após o prazo estabelecido, você está imunizado com o máximo”, relata o médico.

“Isso, no entanto, não impede de você vir a adoecer. Ela [vacina] te protege das doenças de forma grave, não te protege 100% de não adquirir a doença. Pode vir a falecer? Pode, porque ela não é 100% garantida. Nenhuma vacina no mundo tem 100% de garantia. Serão casos raros? Sim. Mas pode acontecer”, diz Silva.

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