Karina Manarin

Com foco em notícias de política, o blog traz todos os dias também as informações do cotidiano e que interferem diretamente na vida das pessoas de todo o Sul Catarinense.


Covid-19: Secretário defende diagnóstico precoce,revisão de protocolos e mais fiscalização

Secretário Estadual de Saúde, André Motta Ribeiro defende que haja também revisão de protocolos no combate à pandemia de covid-19

O Secretário de Saúde de Santa Catarina, André Motta Ribeiro explicou em entrevista ao blog, que que apesar de Santa Catarina estar em boa condição de oferta de serviços quando o assunto é a pandemia de coronavírus, há necessidade de maior organização, com diagnóstico precoce, tratamento adequado para os pacientes diagnosticados, melhoria de protocolos e fiscalização na regras vigentes. Ribeiro admite que o cenário atual, com eminência de uma forte terceira onda é “ruim e complexo” e por isso exige atenção no setor saúde em todo o estado. Na entrevista, O Secretário adiantou também o motivo pelo qual Santa Catarina tem entre 700 e 800 mil doses de vacinas que não foram aplicadas.

“O estado sozinho não consegue, nem os prefeitos sozinhos conseguem, juntos conseguimos fazer uma fiscalização mais eficaz” – Foto: Leo Munhoz/ ND“O estado sozinho não consegue, nem os prefeitos sozinhos conseguem, juntos conseguimos fazer uma fiscalização mais eficaz” – Foto: Leo Munhoz/ ND

“Santa Catarina tem a melhor situação do Brasil, com 61 hospitais com leito covid e 124 no total, com os clínicos e já comprou insumos para os protocolos de monitoramento e atendimento dos pacientes. Os Hospitais Filantrópicos estão com dificuldades de insumos e isso preocupa porque o Ministério da Saúde está sem condição de ajuda a curto prazo”, especificou.

O percentual de  lotação de leitos de UTI em Santa Catarina ultrapassa 90%, e a época de inverno, o cenário tende a piorar em razão de doenças similares. Por isso, o Secretário chamou atenção na reunião dia Comissão Intergestores Bipartite que aconteceu nesta semana, quando classificou a situação como a “beira do caos”.

Quanto a vacinação, o Estado recebeu cerca de 3,5 milhões de doses e tem me estoque entre 700 e 800 mil. A reserva, segundo o secretário, se faz necessária em razão de não haver garantia por parte do Ministério da Saúde, de remessa de segunda dose. “ Eu não tenho essa garantia e não posso permitir que alguém que tomou a primeira dose da vacina fique sem a segunda”, especificou André Motta Ribeiro.

Na entrevista, o secretário Estadual de Saúde falou também sobre as atuais regras vigentes para o combate à pandemia de Covid-19. Por ora, o Estado não deve “apertar” as regras existentes. A intenção é que haja mais fiscalização. “Desde junho de 2020 temos um decreto vigente e cada região, conforme sua realidade,. Pode criar regras mais restritivas. Nosso entendimento é que não há como existir uma regra única, o que poderia ser injusto”, finalizou.

Participe do grupo e receba as principais notícias
da Grande Florianópolis na palma da sua mão.

Entre no grupo Ao entrar você está ciente e de acordo com os
termos de uso e privacidade do WhatsApp.